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“Intermédio” não convence em noite de domingo

A aposta da RTP para a noite do último domingo do ano em “Intermédio” foi um fracasso, dizem-no as audiências. Cerca de 465 mil espetadores, 9,3% de cota de mercado, tiveram a oportunidade de espreitar a adaptação do formato espanhol que teve Nilton, Ana Guedes Rodrigues e Miguel Rocha como condutores da revista pelo ano de 2014.

No mesmo horário, Cristina Ferreira levava a melhor sobre a concorrência com mais de 1 milhão e 500 mil pessoas, 30,2% de share, a assistir à entrevista a Tony Carreira, onde houve lugar também para um mini-concerto com a estreia de inéditos na antena da TVI. “Factor X” regressou ao top 5 dos canais mais vistos do dia, alcançando uma audiência média de 965 mil espetadores, com cerca de 22,4% de share.

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Não será justo avaliar a performance dos jornalistas e humoristas na RTP com base nesta comparação de audiências, sobretudo quando falamos do prime-time de domingo. A ideia é boa: desconstruir a realidade com humor. Mas não é uma ideia nova e não será, por certo, um trabalho bem conseguido. Assistir a “Intermédio” obriga-nos a comparar o trabalho de repórteres como Rui Pêgo, Rita De La Rochezoire e Mário Carneiro com os sketches há muito tempo e diariamente produzidos pelo Canal Q.

O público já não é convencido pelo humor fácil, pela sátira ácida ou pela verdade “nua e crua”. É preciso mais. A televisão por cabo cresceu e programas como “Inferno”, transmitido no “melhor canal de entertenimento nacional”, distinção atribuída pela Meios&Publicidade, em 2014, apresentaram ao público português a sátira e o humor feitos de forma inteligente e bem mais crítica do que os programas a que o primeiro canal nos habituou.

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Se o Jornalismo não se pode considerar uma ciência temos certamente de olhá-lo como uma arte. A arte de saber contar estórias e marcar a história. Estudante de Jornalismo (ESCS-IPL)

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