Catarina Furtado e Júlio Isidro comentam Festival da Canção
Festival da Canção

Catarina Furtado e Júlio Isidro comentam Festival da Canção

Catarina Furtado e Júlio Isidro foram os anfitriões da final do Festival da Canção. O tema «Se Há Um Mar Que Nos Separa» interpretado por Leonor Andrade foi a escolha dos telespectadores para representar Portugal no Eurofestival.

Os apresentadores estiveram à conversa com o Propagandista Social no fim do Festival, em jeito de balanço da emissão. Veja e leia a entrevista completa:

Catarina, estreou-se finalmente no Festival da Canção. Como é que foi toda esta experiência?

Eu espero que me tenha estreado com o pé direito. (…) Estava muito bem acompanhada aqui pelo Júlio e percebi finalmente o que é esta coisa da magia do Festival. Enquanto espectadora é uma coisa mas fazendo parte aqui de alguém que está no palco a torcer pelo cantores, autores, compositores, foi muito especial para mim. Percebi o que é esta coisa patriótica, nacionalista, uma coisa de auto-estima portuguesa e ADN português.

Júlio e para si um regresso. O Festival está diferente?

Obviamente que está diferente, mal de nós que o Festival não estivesse diferente. Evoluiu do seu ponto de vista técnico também até sob o ponto de vista musical. Não me refiro à linha melódica das cantigas mas também aos arranjos. (…) Este ano tivemos esta inovação que no fundo é um regresso às origens, embora um regresso modesto como convém na circunstância que estamos a viver no país. Passámos da grande orquestra para o playback e agora do playback para um conjunto alargado ou uma banda. Não podemos comparar a cenografia que era feita de papel e madeira há uns anos atrás com esta cenografia respalandescente que tínhamos aqui, com a tecnologia dos LEDs, etc.

Quanto à canção vencedora, Catarina, foi especial ter sido a Leonor depois de ter acompanhado o seu percurso no «The Voice»?

Não quero dizer que tivesse sido a minha preferida porque sinceramente não é isso, não é verdade que isso seja. Mas não posso também negar que não tenha um carinho especial pela Leonor no sentido em que a vi há poucos meses nascer para a música pública, porque ela já canta há muito tempo mas no «The Voice» eu e o Vasco Palmeirim estivemos ali a torcer por ela e sabíamos que ela era uma grande cantora. Claro que sou uma espécie de madrinha mas seguramente que também ficaria muito contente se qualquer um dos outros cantores tivesse ganho e tenho um especial apreço pelo regresso da Simone.

Júlio, dada a sua experiência no certame, acredita que esta música pode fazer uma boa figura em Viena?

O que eu acredito obviamente é que não fará má figura que é o mais importante. Porque se nós chegássemos à conclusão de que as melhores canções eram aquelas que ganhavam a Eurovisão, provavelmente na história das nossas participações já poderíamos ter ganho uma vez ou outra. É evidente que nós basta vermos e ouvirmos o Festival para verificarmos que, não estou a referir-me a jogos de bastidores nem truques,  há quase uma unidade territorial. Nos últimos anos os países do Leste da Europa, até por uma questão de entendimento, votam todos muito uns nos outros. (…) Aquilo que eu penso é que esta nossa canção não nos vai envergonhar, daí a partirmos daqui com a ideia que vamos ganhar o Eurofestival é uma outra coisa (…) Nós não precisamos de vitórias morais, teremos com certeza a vitória da qualidade, da honestidade e de um bom comportamento.

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Estudante de Farmácia, amante das ciências e das artes. Gosto particular por entretenimento em diversas áreas: televisão, cinema, teatro, música.

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