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A literatura está de luto: morreu Herberto Helder

Herberto Helder, considerado pela crítica literária como o maior poeta português da segunda metade do século XX, faleceu ontem, dia 23 de março, aos 84 anos, na sua casa em Cascais.

As razões que levaram ao desaparecimento do poeta, nascido em 1930 no Funchal, ainda não são conhecidas, mas para a história da poesia ficará sempre o nome de Herberto Helder e do seu estilo que culmina na obra “A Morte Sem Mestre, publicada em 2014 pela Porto Editora, depois de ter sido sempre acompanhado pela editora Assírio & Alvim, entretanto adquirida pelo grupo Porto Editora.

São muitos aqueles que o consideram um dos grandes poetas da história e que concordam com Pedro Mexia que afirmou à agência Lusa que “o lugar de Herberto Helder na literatura portuguesa equivalerá ao de Fernando Pessoa na primeira metade do século XX.” Em comunicado à imprensa, em representação do Governo de Portugal, Jorge Barreto Xavier, secretário de Estado da Cultura, escreveu: “Poucos foram os que durante os últimos cem anos tanto fizeram pela construção da língua portuguesa e tão influentes foram na organização da linguagem poética contemporânea.”

O poeta que sempre recusou prémios, mesmo quando lhe é atribuído o Prémio Pessoa em 1994, ou dar entrevistas, foi jornalista, apresentador de programas de rádio, tradutor e bibliotecário e a sua linguagem poética era vista próxima do universo da alquimia, da mística, da mitologia edipiana e da imagem da mãe.

https://www.youtube.com/watch?v=tnTHU1eP3UQ

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Se o Jornalismo não se pode considerar uma ciência temos certamente de olhá-lo como uma arte. A arte de saber contar estórias e marcar a história. Estudante de Jornalismo (ESCS-IPL)

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