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RTP2 transmite documentário sobre Herberto Helder

A RTP vai prestar homenagem ao poeta que faleceu ontem com a transmissão do documentário: “Herberto Helder – Meu Deus faz com que eu seja sempre um poeta obscuro”, na RTP2, hoje, dia 24, pelas 23h30. 

Herberto Helder nasceu na Madeira em 1930 e virou costas à ilha para partir à aventura pela Europa. Passou pela Universidade de Coimbra mas desistiu por achar que isso não acrescentava nada à sua formação. Andou à deriva por vários países da Europa onde teve profissões tão variadas como guia de marinheiros em bairros de prostitutas, cortador de legumes, empregado de restaurante, empacotador de aparas de papel e estivador. Deu largas à sua imaginação nas retretes privadas de Paris. Viveu momentos de precariedade e chegou a passar fome. Regressou a Lisboa, passando a viver da própria escrita.

Reconhecido como um dos maiores poetas portugueses contemporâneos, o autor da obra “A Morte Sem Mestre” é mesmo apontado como uma referência na poesia portuguesa depois de Fernando Pessoa. O universo enigmático e metafórico da a sua poesia leva-nos a uma dimensão cósmica que se aproxima das grandes leis que regem os movimentos da natureza.

Tal como a sua poesia, Herberto Helder foi sempre para o público uma personalidade enigmática. Recusou o Prémio Pessoa e com ele mais de 35 mil euros. Foi proposto pelo Pen Clube de Portugal como português candidato ao Prémio Nobel da Literatura. Mas ninguém duvida que, caso viesse a ganhar o mais alto galardão internacional da literatura, viesse a ser mais um autor a recusar o prémio, tal como fez Jean-Paul Sartre.

O documentário sobre o maior poeta da segunda metade do século XX é transmitido esta noite, pelas 23h30, na RTP2, sendo da autoria de Anabela Almeida e com a realização de António José de Almeida.

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Se o Jornalismo não se pode considerar uma ciência temos certamente de olhá-lo como uma arte. A arte de saber contar estórias e marcar a história. Estudante de Jornalismo (ESCS-IPL)

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