Trânsito restabelecido parcialmente e trabalhos mantêm-se para garantir segurança
O troço do IP3 no sentido Viseu–Coimbra foi reaberto ao trânsito entre os nós de Miro e Penacova, três dias após o derrame de resina que obrigou ao corte total da via. A reabertura foi possível depois de concluídos os trabalhos de limpeza que, segundo a Infraestruturas de Portugal, repuseram as condições mínimas de segurança para circulação.
O sentido inverso, Coimbra–Viseu, mantém-se fechado. As equipas técnicas indicam que é necessária a substituição da camada superficial do pavimento e que decorrerão intervenções de reabilitação para garantir a reposição integral das condições de circulação e segurança.
- Data do acidente: ocorreu numa segunda‑feira (dia do derrame).
- Quantidade derramada: 23 toneladas de resina.
- Extensão afectada: a substância atingiu as quatro vias do IP3 ao longo de quase 1 quilómetro.
O derrame resultou da rutura de uma grande bolsa de transporte num camião que seguia no sentido Coimbra–Viseu. Desde então, o trânsito foi desviado por estradas secundárias, provocando constrangimentos significativos à circulação e aos percursos habituais dos condutores.
"A substituição da camada superficial do pavimento do IP3... continua a ser indispensável para assegurar a reposição integral das condições de segurança e de circulação."
Além do impacto rodoviário, houve preocupação ambiental: a Agência Portuguesa do Ambiente chegou a desaconselhar banhos nas praias fluviais de Penacova e Coimbra. No entanto, essa interdição foi levantada no mesmo dia após análises ao rio Mondego não terem detectado evidência de poluição associada ao derrame.
Uma nota divulgada pela empresa Águas do Centro Litoral e reproduzida pela Câmara de Penacova refere que a água para consumo humano está a ser monitorizada e que não se verificaram alterações nos parâmetros de qualidade.
| Aspecto | Estado |
|---|---|
| Sentido Viseu–Coimbra (Miro–Penacova) | Reaberto |
| Sentido Coimbra–Viseu | Fechado — obras de reabilitação do pavimento |
| Monitorização da água | Sem alterações detectadas |
Para os utentes do IP3, a recomendação das autoridades é a de manter atenção às sinalizações temporárias e aos desvios que continuam a vigorar no sentido Coimbra–Viseu. As entidades responsáveis não avançaram, para já, com um calendário público detalhado da intervenção de substituição do pavimento; as avaliações técnicas em curso determinarão a duração das obras e os impactos subsequentes na circulação.
O episódio releva a vulnerabilidade de artérias rodoviárias a acidentes com matérias perigosas e sublinha a necessidade de resposta articulada entre infraestruturas, entidades ambientais e serviços de abastecimento para minimizar riscos à população e ao ambiente.