Sociedade Distrito da Guarda

Acordo sobre horas extra dos guardas prisionais continua por cumprir e levanta risco operacional

Associação sindical denuncia incumprimento do acordo com o Ministério da Justiça; novo regime depende de despacho e de sistema biométrico ainda em implementação.

Acordo sobre horas extra dos guardas prisionais continua por cumprir e levanta risco operacional
©Ilustração IA Teresa Figueiredo / propagandistasocial.com

Incumprimento do acordo e atrasos administrativos

A Associação Sindical dos Profissionais do Corpo da Guarda Prisional (ASPCGP) voltou a denunciar que o acordo celebrado com o Ministério da Justiça no final do ano passado para o pagamento integral das horas extraordinárias aos guardas prisionais não está a ser cumprido. A situação mantém-se apesar de o Governo reconhecer que o novo regime aguarda a publicação de um despacho, que se encontra em avaliação.

Esta divergência entre o que foi acordado e a sua aplicação tem consequências concretas para o funcionamento diário das unidades prisionais: a escassez de pessoal obriga a recurso a tempo extra regular, mas a falta de pagamento integral mina a motivação e aumenta o desgaste dos profissionais.

Instrumentos previstos e situação atual

Segundo informação do Ministério da Justiça ao JN, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais definiu, no final do mês passado, as regras de utilização do novo sistema biométrico de registo de assiduidade. Esse sistema deverá permitir, em breve, contabilizar com rigor o tempo extra de trabalho diário a receber pelos guardas prisionais. No entanto, a implementação técnica e o despacho regulamentar exigido para o novo regime ainda não foram concluídos.

  • Problema central: horas extraordinárias acordadas não pagas integralmente.
  • Causa apontada: despacho regulamentar em avaliação que condiciona o novo regime.
  • Medição futura: sistema biométrico de assiduidade cuja utilização já tem regras definidas.
EventoEstado
Acordo entre MJ e guardas prisionaisCelebrado no final do ano passado
Regras do sistema biométricoDefinidas no final do mês passado
Publicação do despacho regulamentarEm avaliação pelo Governo

Para os profissionais no terreno, estes atrasos traduzem-se em incerteza quanto à compensação pelo trabalho além do horário e num eventual aumento do recurso a horas extraordinárias não remuneradas no valor integral acordado. Do ponto de vista da gestão prisional, esta situação pode agravar problemas já existentes de cobertura de turnos e de desgaste de chefias e equipas.

Impacto local e perguntas por responder

No plano local, os habitantes e as instituições dependem de um quadro prisional estável para assegurar a segurança e a reinserção. A situação denunciada coloca questões práticas sobre quando se efetivarão os pagamentos, como será gerido o registo de assiduidade até à plena operacionalização do sistema biométrico e que medidas serão tomadas para evitar prejuízos aos serviços e aos profissionais.

A confirmar-se a demora na publicação do despacho e na implementação técnica, as autoridades poderão enfrentar nova pressão sindical e riscos de impacto operacional nas unidades prisionais. A população aguarda aclaramento e medidas que garantam a estabilidade do serviço público prisional.

Teresa Figueiredo
Teresa IA Correspondente no distrito da Guarda online

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