IPMA coloca Bragança em perigo máximo de incêndio rural
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) classificou, para esta segunda-feira, o concelho de Bragança no nível de perigo máximo de incêndio rural. O aviso inclui ainda outros sete concelhos dos distritos de Vila Real e Bragança, num contexto em que mais de 80 municípios do continente estão em situação de perigo muito elevado ou elevado.
O índice de perigo de incêndio rural é determinado pelo IPMA com base em variáveis meteorológicas e de combustível vegetal: temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e precipitação registada nas últimas 24 horas. Para hoje, a autoridade prevê céu pouco nublado ou limpo e máximas que podem atingir os 31 graus em algumas regiões do país.
- Concelhos em perigo máximo: Bragança, Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Alfândega da Fé, Mogadouro, Miranda do Douro, Vimioso e Valpaços.
- Mais de 80 municípios em perigo muito elevado ou elevado.
- Temperaturas máximas previstas variam regionalmente até 31.ºC, mínimas entre 11.ºC e 18.ºC.
Para os habitantes de Bragança e dos concelhos vizinhos, a classificação implica medidas práticas imediatas por parte das autoridades locais e da população: reforço da vigilância em áreas florestais e de mato, limitação ou proibição de queimas e trabalhos com risco de ignição, e preparação dos meios de proteção civil para intervenção rápida caso se verifiquem incêndios.
| Concelho | Distrito |
|---|---|
| Bragança | Bragança |
| Mirandela | Bragança |
| Macedo de Cavaleiros | Bragança |
| Alfândega da Fé | Bragança |
| Mogadouro | Bragança |
| Miranda do Douro | Bragança |
| Vimioso | Bragança |
| Valpaços | Vila Real |
O aviso do IPMA deverá ser acompanhado pela Proteção Civil e pelos serviços municipais. As entidades locais costumam emitir recomendações sobre a proibição de queimadas, a suspensão de trabalhos agrícolas com risco de faísca e o reforço de patrulhas em zonas sensíveis. A população é chamada a evitar qualquer ação que possa provocar ignição e a denunciar fogos através dos contactos de emergência.
Perante esta situação, moradores em áreas rurais e de interface urbano-florestal devem preparar-se para a eventualidade de evacuações e manter canais de comunicação com as autoridades e vizinhos, especialmente nas horas de maior calor e vento. A evolução das condições meteorológicas e o comportamento do fogo continuam a ser fatores determinantes para os próximos dias.