A companhia de teatro CEM Palcos prepara-se para estrear, no dia 30 de julho, o projecto comunitário «Um Furo no Tempo», uma criação baseada na obra de Gil Vicente que irá circular pelas freguesias do concelho antes de ser apresentada ao público de Viseu na segunda quinzena de agosto. A iniciativa resulta de um trabalho conjunto entre profissionais da companhia e moradores locais, realizado ao longo de uma residência artística.
Ensaio e parceria com as freguesias
A dramaturgia foi desenvolvida por Raquel S. a partir da peça Exortação da Guerra de Gil Vicente, com base no trabalho de residência levado a cabo no ano passado em Santos Êvos. A encenação está a cargo de Graeme Pulleyn e Patrick Murys, e o elenco integra os actores Graeme Pulleyn e Leonor Keil, assim como intérpretes da comunidade — Cláudia Rodrigues, Décio Sousa, Diamantino Amaral e Diogo Costa.
O projecto conta com o apoio das juntas de freguesia de várias localidades, o que permite uma circulação orientada para a participação cidadã e para a descentralização cultural. As freguesias envolvidas são as seguintes:
- Barreiros e Cepões
- Calde
- Cavernães
- Côta
- Ribafeita
- Santos Êvos
- São Pedro de France
‘Um Furo no Tempo’, assim se chama a proposta da companhia de teatro CEM Palcos que está em fase de elaboração da edição deste ano do projeto ‘Diálogos com Gil Vicente’.
Além da circulação entre as freguesias participantes, a produção estará disponível para o público da cidade, reforçando a ligação entre comunidade e programação cultural municipal.
Impacto local e acessibilidade
O formato comunitário do espetáculo privilegia a participação de não profissionais locais, uma estratégia que promove inclusão cultural, desenvolvimento de competências artísticas e reforço do tecido associativo das freguesias. Para os espectadores, a itinerância facilita o acesso à cultura em áreas mais afastadas do núcleo urbano.
| Elemento | Responsáveis |
|---|---|
| Encenação | Graeme Pulleyn, Patrick Murys |
| Dramaturgia | Raquel S. (a partir de Exortação da Guerra) |
| Interpretação | Graeme Pulleyn, Leonor Keil, intérpretes da comunidade |
As apresentações nas freguesias e a sequência de exibições em Viseu ainda serão afinadas pela companhia e pelos parceiros locais; a estreia a 30 de julho marca o arranque formal do projeto nesta edição. Para os habitantes das freguesias envolvidas, trata-se de uma oportunidade para assistir a uma produção que combina património literário e criação contemporânea, e para participar num processo artístico com impacto direto na vida cultural local.