IPMA eleva para máximo o risco em concelhos do interior, com Bragança entre os afetados
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou hoje uma dezena de concelhos dos distritos de Bragança, Guarda, Santarém e Faro em situação de perigo máximo de incêndio rural. A situação sucede num dia em que o instituto prevê uma subida das temperaturas máximas no interior do país, aumentando os factores meteorológicos que alimentam o risco de fogo.
Além dos concelhos em perigo máximo, o IPMA indica que cerca de 80 concelhos se encontram em situação de perigo muito elevado e que mais de 40 municípios registam perigo elevado. A determinação do grau de risco baseia-se na combinação de:
- temperatura do ar;
- humidade relativa;
- velocidade do vento;
- quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.
Para os habitantes das zonas rurais do distrito de Bragança, estas previsões traduzem-se na necessidade de reforçar medidas de prevenção: evitar queimadas e fogueiras, manter faixas de gestão de combustíveis junto a habitações e estradas e estar atento às comunicações das autoridades locais quanto a proibições ou restrições temporárias.
| Local | Temperatura máxima prevista |
|---|---|
| Castelo Branco | 36ºC |
| Lisboa | 29ºC |
| Porto | 24ºC |
| Faro | 33ºC |
O IPMA prevê também as temperaturas mínimas para hoje entre 15ºC e 21ºC, sendo os 15ºC observados em estações de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Bragança e Guarda, e os 21ºC registados em Faro. Para além das temperaturas, o organismo aponta para a ocorrência de vento por vezes forte na faixa costeira a sul do Cabo Raso, condição que pode agravar eventos de fogo junto ao litoral sul.
As autoridades de protecção civil e os serviços florestais recomendam atenção redobrada: mantenha vias de acesso e faixas de defesa desembaraçadas, não faça queimadas nem queimadas controladas sem autorização, e reporte qualquer foco de incêndio para os números de emergência. Em caso de dúvida sobre medidas locais ou potenciais evacuações, as populações devem seguir as indicações dos municípios e das forças de segurança.
O agravamento do risco meteorológico releva uma vez mais a vulnerabilidade do interior do país durante os meses mais quentes e a necessidade de coordenação entre IPMA, autoridades locais e população para reduzir a probabilidade e o impacto dos incêndios rurais.