Operações controladas após mais de um dia de combate
O incêndio que começou na tarde de quinta‑feira no concelho de Chaves entrou em fase de resolução pelas 17h20 desta sexta‑feira, segundo informação transmitida pelo Comando Sub‑Regional do Alto Tâmega e Barroso à agência Lusa. A resposta das autoridades e equipas de combate permitiu cortar a progressão ativa das chamas após mais de 24 horas de intervenção contínua.
Ao fim da tarde, dados da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) indicavam a presença no terreno de 161 operacionais, apoiados por 50 viaturas e 5 meios aéreos. Estes números evidenciam a dimensão da operação e a necessidade de coordenação entre diferentes corporações e meios aéreos para travar o incêndio.
o fogo consumiu cerca de 1.000 hectares, uma cifra ainda sujeita a confirmação
O presidente da Câmara Municipal de Chaves, Nuno Vaz, avançou uma estimativa preliminar da área ardida: cerca de 1.000 hectares. O autarca qualificou este valor como provisório, dependente do levantamento posterior das consequências no terreno e da compilação final dos prejuízos.
Os danos materiais ainda estão a ser avaliados, mas a combinação de área ardida estimada e intensidade do dispositivo de combate aponta para impactos relevantes em solos agrícolas, mata e, potencialmente, em infraestruturas locais. As ações passaram também pela proteção de povoações e acessos, assim como pela salvaguarda de valores naturais e agrícolas adjacentes às áreas afetadas.
- Mobilização: 161 operacionais, 50 viaturas, 5 meios aéreos.
- Início do incêndio: registado cerca das 13h52 de quinta‑feira.
- Área preliminarmente estimada: ~1.000 hectares (valor provisório).
Para os moradores de Chaves, a prioridade imediata passa pela informação sobre vias afetadas, eventuais cortes de abastecimento e segurança das propriedades. As autoridades locais mantêm vigilância sobre os pontos com risco de reacendimento, designadamente áreas de mata e combustíveis residuais junto a faixas de proteção insuficientes.
O processo de avaliação de prejuízos incluirá o levantamento da área ardida, a identificação de habitações ou infraestruturas danificadas e o apuramento de perdas agrícolas. A fase seguinte envolve planos de limpeza, medidas de prevenção para a época crítica e coordenação com entidades regionais para apoio aos afetados.
As equipas de Proteção Civil apelam à colaboração da população no reporte de focos residuais e na observância das medidas de segurança, enquanto se procede ao levantamento detalhado que permitirá confirmar a dimensão real dos danos e orientar medidas de recuperação.