Fogo começou na berma de estrada e propagou-se com três frentes
Um incêndio que deflagrou na quinta-feira numa zona rural de Chaves já terá consumido aproximadamente 1.000 hectares, segundo estimativa avançada pelo presidente da Câmara, Nuno Vaz. O fogo, que chegou a apresentar três frentes ativas, propagou-se de forma rápida e atingiu áreas agrícolas, olivais, pomares e extensão significativa de floresta.
O autarca detalhou danos materiais relevantes: a destruição de armazéns, equipamento agrícola, rolos de feno e palha, assim como perdas em culturas e árvores de fruto. Foi também reportada a morte de animais de criação, nomeadamente cabras e ovelhas. Apesar destes prejuízos, não se registaram casas consumidas, nem vítimas humanas, refere a mesma fonte.
"Estimamos que haja 1.000 hectares de área ardida, mas é apenas uma estimativa ainda", afirmou Nuno Vaz.
Nos momentos de maior actividade, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) reportou a presença de equipas e meios consideráveis no terreno. Às 15h30 estavam empenhados 171 operacionais, apoiados por 55 viaturas e por 3 meios aéreos. O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Tâmega e Barroso, Artur Mota, indicou que às 12h00 o incêndio se encontrava em resolução cerca de 90%, mas advertiu para a necessidade de vigilância nas horas seguintes devido à subida prevista das temperaturas.
Meios empenhados
| Recurso | Quantidade |
|---|---|
| Operacionais | 171 |
| Viaturas | 55 |
| Meios aéreos | 3 |
- Área ardida estimada: 1.000 hectares (estimativa do município).
- Perdas materiais: armazéns, alfaias agrícolas, fardos de palha e culturas.
- Sem vítimas humanas confirmadas; houve morte de animais de criação.
O incêndio terá tido início na berma da estrada que liga Chaves a Boticas. A evolução rápida do fogo obrigou a uma intervenção coordenada entre meios terrestres e aéreos, com prioridade na proteção de povoações e infraestruturas sensíveis. Fonte da câmara municipal sublinhou que, apesar dos estragos, não houve habitações de primeira ou segunda habitação atingidas.
Para os habitantes de Chaves, as consequências imediatas traduzem-se em prejuízos para explorações agrícolas, insegurança temporária quanto à circulação em estradas rurais e a necessidade de acompanhar as informações oficiais sobre eventuais restrições e zonas a evitar. As autoridades mantêm apelo para que a população não se aproxime das zonas operacionais e que facilite o trabalho dos meios de socorro.
O incêndio continuava a merecer acompanhamento e intervenção na tarde seguinte à deflagração, com a expectativa — segundo o comando sub-regional — de que a situação ficasse resolvida ainda na sexta-feira, sujeita às condições meteorológicas nas próximas horas.