Investigação disciplinar e judicial na sequência de disparos
A Guarda Nacional Republicana (GNR) do Centro de Formação de Portalegre instaurou dois processos disciplinares na sequência do episódio em que um militar disparou para o ar com a sua arma de serviço. Segundo fonte do Comando‑Geral citada pela Lusa, o militar autor dos disparos encontra‑se suspenso preventivamente e "outros dois" militares foram igualmente alvo de processos disciplinares.
Paralelamente, a Procuradoria‑Geral da República informou que o Ministério Público abriu um inquérito que corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa. O caso remonta ao dia 26 de junho, coincidindo com a cerimónia de juramento de bandeira em Portalegre à qual assistiu o Ministro da Administração Interna, Luís Neves.
| Data | Evento |
|---|---|
| 26 de junho | Disparo com arma de serviço no Centro de Formação de Portalegre |
| Data posterior | Abertura de processos disciplinares pela GNR e inquérito do MP no DIAP de Lisboa |
O advogado do militar que efetuou os disparos, Mário Martins de Campos, enviou um comunicado à Rádio Portalegre questionando por que motivo o seu cliente se encontrava armado. Segundo o defensor, o militar estava oficialmente dispensado do uso e porte de arma por problemas psicológicos e psiquiátricos, mas ainda assim terá sido escalado para serviço armado e recebido uma pistola Glock 9 mm.
"Por que razão o seu cliente estava armado, lembrando que este estava oficialmente dispensado do uso e porte de arma devido a problemas psicológicos e psiquiátricos."
O desenvolvimento dos processos disciplinares pela GNR e do inquérito pelo Ministério Público determinará responsabilidades internas e, se for o caso, consequências judiciais. Para a população de Portalegre, a investigação suscita dúvidas sobre os critérios de escalamento de efectivos para serviço armado, bem como sobre os controlos médicos e administrativos aplicados a militares com restrições.
- Existência de processos disciplinares instaurados pela GNR no Centro de Formação de Portalegre.
- Abertura de inquérito pelo Ministério Público no DIAP de Lisboa.
- Questionamento público pela defesa sobre a escalação de um militar dispensado do porte de arma.
As próximas etapas a acompanhar localmente incluem a evolução dos despachos disciplinares, eventuais medidas adicionais por parte do Comando‑Geral da GNR e o andamento do inquérito no DIAP. A clareza sobre os factos e a responsabilização, se determinada, serão relevantes para a confiança da comunidade nas forças de segurança que operam em Portalegre.