Autarquia alerta para avaliação técnica antes de conclusões
A Câmara Municipal de Mirandela informou que está a acompanhar a situação relativa ao aspeto visual do rio Tua, depois de publicações nas redes sociais que mostraram presença de matéria orgânica, algas e alterações da coloração em alguns troços do curso de água. A autarquia apelou a que não se tirem conclusões precipitadas sobre as causas sem uma avaliação técnica adequada.
Em resposta à agência Lusa, o município explicou que a presença de elementos visíveis na água pode dever-se a diversos fatores, entre os quais as condições meteorológicas, a redução dos caudais, o aumento da temperatura da água ou ocorrências localizadas. A Câmara manifestou que está em contacto com as entidades competentes para uma análise integrada da situação, uma vez que a averiguação sobre fontes a montante exige intervenção de organismos com competências na gestão e fiscalização dos recursos hídricos.
"Relativamente ao aspeto visual atualmente observado em algumas zonas do rio, o município considera que não devem ser antecipadas conclusões quanto à sua origem sem uma avaliação técnica devidamente fundamentada."
Quanto à praia fluvial Arquiteto Albino Mendo, inserida na área urbana de Mirandela e muito frequentada durante o verão, a autarquia garante vigilância permanente e realiza análises regulares da qualidade da água. O município referiu que a última colheita ocorreu no dia 13 de julho e que o resultado dessa amostra indica que a água é própria para banhos. Desde o início da época balnear, todos os resultados laboratoriais cumpriram os parâmetros microbiológicos definidos para águas balneares, sem deteção de bactérias ou microrganismos em concentrações que ponham em causa a saúde pública ou a prática balnear.
Apesar destes resultados oficiais, a autarquia reconheceu que a sensação de mau cheiro e as imagens partilhadas nas redes sociais motivaram a vigilância reforçada. No passado dia 6 de julho a bandeira vermelha foi colocada pelo nadador-salvador na praia fluvial, na altura da observação de elementos na água, proibindo temporariamente os banhos até à avaliação técnica.
- 13 de julho – última colheita de água referida, com resultado próprio para banhos;
- 6 de julho – bandeira vermelha levantada temporariamente na praia fluvial devido à presença de elementos na água;
- Município reforça que avaliações baseiam-se em resultados laboratoriais oficiais e não apenas em perceção visual.
A Câmara salientou ainda que a identificação da origem de eventuais problemas exige uma análise integrada da bacia hidrográfica, envolvendo as entidades regionais e nacionais competentes. Para os moradores e visitantes de Mirandela, isto significa que a situação está a ser monitorizada e que as decisões sobre a utilização da praia fluvial continuarão a apoiar-se em análises laboratoriais oficiais e em medidas de segurança assumidas pelos serviços municipais.
| Data | Descrição |
|---|---|
| 6 de julho | Bandeira vermelha na Praia Fluvial Arq. Albino Mendo devido à presença de elementos na água |
| 13 de julho | Colheita de água com resultado: água própria para banhos (conforme análises laboratoriais) |
Os habitantes devem continuar a seguir as indicações da Autoridade local e das entidades competentes e respeitar balizas de segurança na praia fluvial enquanto decorrem as averiguações técnicas sobre as causas das alterações observadas no rio.