APCVD entrega investigação às autoridades judiciais
A Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD) anunciou que vai remeter ao Ministério Público toda a informação recolhida sobre a agressão ocorrida durante o jogo entre o Olímpico do Montijo e o Cova da Piedade. O incidente, que obrigou à suspensão da partida, ocorreu aos 43 minutos do encontro e envolveu um árbitro assistente atingido por um caixote do lixo arremessado da bancada.
Segundo o comunicado da APCVD, o envio de elementos ao Ministério Público visa colaborar com a prossecução da justiça, uma vez que a competência para investigar matéria criminal pertence às autoridades judiciais. No final da tarde de segunda-feira, a informação oficial foi dirigida às entidades competentes com objetivo de apoiar eventuais diligências criminais.
Reações das entidades do futebol
A Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) já se manifestou, repudiando «veemente» o sucedido e exigindo respostas céleres e firmes. A APAF destacou que a violência contra árbitros não pode ser apenas alvo de declarações, mas sim objeto de punições exemplares e de medidas de prevenção efetivas nos recintos desportivos.
"Quem entra num recinto desportivo para agredir não está a defender um clube, não está a viver o futebol e não merece complacência para com o seu comportamento." — APAF
As comunicações das entidades sublinham também que, segundo as informações disponíveis, o espectador que terá lançado o objeto acabou por ser identificado, ainda que não tenham sido divulgados nomes ou detalhes sobre eventuais acusações formais até ao momento.
- Momento do incidente: 43 minutos de jogo
- Objeto utilizado: caixote do lixo lançado da bancada
- Estado do jogo: partida suspensa; Cova da Piedade vencia por 2-1
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Equipa anfitriã | Olímpico do Montijo |
| Visitante | Cova da Piedade |
| Assistente atingido | Árbitro assistente (sem identificação pública) |
Para os residentes de Montijo, o caso coloca à vista questões imediatas sobre a segurança em eventos desportivos locais e sobre a necessidade de medidas preventivas mais eficazes nas bancadas. A intervenção da APCVD e a remessa de informação ao Ministério Público decorrem precisamente do reconhecimento de que actos desta natureza podem configurar crimes e exigem resposta judicial.
Nas próximas fases, a evolução do processo ficará dependente das diligências do Ministério Público e das forças de segurança, bem como das posições que as entidades desportivas locais venham a assumir em termos de segurança e prevenção. Enquanto isso, a APAF continua a defender os árbitros e a apelar a sanções que sirvam de dissuasor contra novos episódios de violência.