Organizações de reformados entregam proposta para reduzir custos de mobilidade
Um conjunto de associações que representam reformados na cidade e no concelho da Covilhã formalizou junto da Câmara Municipal uma proposta visando alterações ao regime de tarifação dos transportes públicos locais. A iniciativa foi assinada pela USCB/CGTP-IN, pela Inter-Reformados, pela Associação de Reformados da Covilhã e pela União de Reformados do Tortosendo e apresenta medidas concretas para tornar a mobilidade mais acessível às pessoas idosas.
A proposta assenta em três eixos centrais: a criação de um passe social único com validade concelhia e interconcelhia cujo valor não deverá ultrapassar os 30 euros mensais; a gratuidade dos transportes públicos no concelho para os reformados que disponham do Cartão Social Municipal e para os reformados com 65 anos ou mais; e a ponderação da introdução de um sistema de transporte a pedido, com a condição expressa de que tal solução não conduza à redução ou eliminação de horários já existentes.
- Criação de passe social único (concelhio e interconcelhio) — máximo de 30€ mensais
- Gratuidade dos transportes no concelho para reformados com Cartão Social Municipal
- Gratuidade para reformados com 65 anos ou mais
- Avaliação do transporte a pedido, sem cortes nos horários atuais
A nota enviada à Câmara refere que o objetivo é encontrar «uma solução que garanta os objetivos que sempre reivindicaram» e recorda compromissos assumidos pela anterior administração municipal. Os signatários pedem ainda o agendamento de uma reunião para discutir a matéria e que as medidas sejam adotadas no quadro do Orçamento e Plano de Atividades da Câmara Municipal da Covilhã para 2027.
“Aguardamos o agendamento de uma reunião para se encontrar uma solução a breve trecho, sendo que, para nós, tudo tem de ser discutido em tempo útil de forma que as medidas acordadas sejam implementadas com a entrada em vigor do Orçamento e Plano de Atividades da Câmara Municipal da Covilhã para 2027.”
Do ponto de vista prático, a proposta coloca três questões que têm impacto direto no dia a dia dos utentes: o custo mensal suportado pelos passageiros assíduos, a cobertura da gratuitidade para grupos vulneráveis e a manutenção da oferta atual em face de novas modalidades de serviço. Se aceite, o passe social com preço-teto e as isenções podem reduzir despesas fixas de famílias com um ou mais reformados e estimular o recurso ao transporte coletivo em vez do automóvel particular.
Os promotores salientam também que qualquer alteração deve ser concertada para evitar efeitos indesejados, nomeadamente a diminuição de horários que prejudique quem depende dos serviços regulares. A referência explícita à necessidade de não eliminar ou reduzir percursos existentes sublinha a preocupação com a garantia de acessibilidade e continuidade de ligação entre freguesias e pólos de atendimento essenciais.
Nas próximas semanas caberá à Câmara Municipal decidir se convoca os representantes das organizações para negociar os termos da proposta e se inclui as medidas no pacote orçamental de 2027. Para muitos reformados do concelho da Covilhã, a resolução desta matéria pode traduzir-se numa melhoria significativa do poder de compra e numa maior facilidade de deslocação a serviços de saúde, comércio e lazer.
| Medida | Descrição |
|---|---|
| Passe social único | Passe concelhio e interconcelhio com valor máximo de 30€ por mês |
| Gratuidade | Isenção de tarifa para reformados com Cartão Social Municipal e para reformados com 65 anos ou mais |
| Transporte a pedido | Avaliação da sua introdução desde que não implique cortes nos horários existentes |
A proposta revela a mobilização de estruturas representativas dos reformados locais e coloca no centro do debate municipal a questão da acessibilidade económica aos transportes públicos. A próxima ação política será a resposta da autarquia, que determinará prazos e condições para eventuais negociações e implementação.