Autarquia e instituição alinham prioridades
O presidente da Câmara de Viseu, João Azevedo, e elementos do executivo municipal receberam hoje nos Paços do Concelho o reitor da recém-nomeada Universidade Politécnica de Viseu, José dos Santos Costa, e representantes das cinco escolas que integram a nova universidade. A reunião centrou-se na identificação de áreas de colaboração e na definição de iniciativas conjuntas para aproveitar a mudança de estatuto da instituição e traduzir‑a em ganhos concretos para a cidade e para o distrito.
Na vereação esteve presente também o vice‑presidente com o pelouro da Educação, Adelino Azevedo Pinto. As intervenções ressaltaram o carácter simbólico e operativo da transformação institucional ocorrida a 1 de agosto: a passagem de Instituto Politécnico de Viseu para Universidade Politécnica de Viseu. Para o Município, trata‑se de uma oportunidade para reforçar o papel de Viseu como "centro do Centro" e como motor de desenvolvimento territorial.
“Que esta nova realidade, que a Universidade Politécnica de Viseu, permita que o território, em que Viseu representa o centro do Centro, seja um verdadeiro motor de desenvolvimento e capacitação das nossas gentes”, afirmou o presidente da Câmara.
O reitor destacou a necessidade de estruturar uma oferta integrada que responda às necessidades do território alargado abrangido pela universidade. Em concreto, mencionou‑se a articulação entre formação, investigação aplicada e projetos que possam estimular emprego qualificado e atração de investimentos.
Escolas, objetivos e impacto local
A nova Universidade Politécnica reúne cinco escolas com áreas distintas: Educação, Agrária, Saúde, Tecnologia e Gestão, localizadas em Viseu e Lamego. A aposta passa por consolidar cursos, promover investigação com aplicação regional e estreitar laços com empresas e entidades locais para potenciar estágios, projetos conjuntos e transferências de conhecimento.
- Formação: ampliar oferta e qualificação de recursos humanos.
- Investigação: potenciar projetos aplicados com impacto regional.
- Cooperação: reforçar parcerias com a autarquia e agentes económicos locais.
| Escola | Área |
|---|---|
| Escola Superior de Educação | Educação |
| Escola Superior Agrária | Agrária |
| Escola Superior de Saúde | Saúde |
| Escola Superior de Tecnologia | Tecnologia |
| Escola Superior de Gestão | Gestão |
Para os viseenses, as consequências práticas desta mudança passam pela potencial criação de mais oportunidades de emprego qualificado, maior capacidade de atrair estudantes nacionais e internacionais e um reforço das dinâmicas económicas locais associadas à presença universitária (habitação, comércio, serviços). A autarquia e a universidade acordaram trabalhar em conjunto para concretizar projetos que materializem estes benefícios.
As declarações públicas hoje proferidas sublinharam a visão comum de que a transformação institucional deve traduzir‑se em ações concretas e mensuráveis. A agenda a curto e médio prazo deverá incluir a definição de programas de cooperação, linhas de investimento conjuntas e mecanismos de acompanhamento dos resultados para assegurar que a nova entidade académica contribui de forma efetiva para o desenvolvimento do território.