O Governo vietnamita pediu esta quarta‑feira uma mudança de foco na transformação digital do sistema educativo: não basta multiplicar plataformas e bases de dados — é preciso demonstrar ganhos concretos na qualidade do ensino, na gestão e na experiência de alunos, famílias e docentes. A orientação foi transmitida pelo Vice‑Primeiro‑Ministro Le Tien Chau durante uma reunião com o Ministério da Educação e Formação.
Priorizar resultados e eficiência
Le Tien Chau instou o ministério a actuar de forma mais proactiva, decisiva e minuciosa, defendo que cada iniciativa digital deve responder à pergunta central sobre o seu propósito e impacto. O foco deve ser a criação de mudanças mensuráveis na inovação da gestão, nos métodos de ensino e na aprendizagem, bem como a redução de custos sem perda de eficácia.
“Qual é o resultado esperado da tarefa? Que mudanças serão criadas na inovação da gestão, do ensino e dos métodos de aprendizagem? Como podemos alcançar o menor custo com a melhor eficiência?”
O Governo lembra que a transformação digital é simultaneamente um objectivo e um motor para o sucesso das reformas educativas — e que os seus resultados têm de ser avaliados pela melhoria da educação e pela satisfação dos utilizadores, e não apenas pelo volume de software ou de dados digitalizados.
O ponto de situação: números e avanços
Segundo o relatório do Ministério, o processo de digitalização registou progressos significativos e já cobre grande parte da comunidade educativa. Entre os marcos divulgados estão a evolução de quadros de arquitectura digital e de governança de dados, e a digitalização massiva de registos académicos e de identidades.
| Item | Quantidade |
|---|---|
| Registos digitalizados de alunos e docentes | >28 milhões |
| Instituições cobertas | >50 mil |
| Registos académicos (ano 2025‑2026) | >16 milhões |
| Diplomas e certificados digitalizados | >8 milhões |
- O Ministério lançou a versão 4.0 do Quadro de Arquitectura Digital e quadros de dados e governação.
- Foi verificada a identidade de mais de 28 milhões de registos no Banco de Dados Nacional da População.
- Serviços digitais já abrangem inscrições em exames, candidaturas universitárias e consultas de resultados.
Embora os números sinalizem escala, a mensagem do executivo é clara: a próxima fase exige indicadores de qualidade — por exemplo, melhor desempenho escolar, tempos administrativos mais curtos, maior transparência e níveis de satisfação mensuráveis entre alunos, pais e professores.
Consequências práticas e calendário para escolas e famílias
Para escolas, a orientação central implica rever prioridades: investir em formação docente para explorar ferramentas digitais de forma pedagógica, não apenas operacional; garantir processos de avaliação e acompanhamento do impacto das plataformas; e integrar a medição de resultados no planeamento. Para famílias e estudantes, os efeitos mais visíveis poderão surgir na simplicidade de procedimentos (inscrições, acesso a registos, verificação de diplomas) e na promessa de serviços mais transparentes e rápidos.
O Governo, ao enfatizar custo‑eficácia e resultados, prepara o terreno para exigir relatórios e metas mensuráveis às instituições responsáveis pela implementação. A transição para uma educação mais digitalizada continua, mas agora com um requisito explícito: provar que a tecnologia melhora, efectivamente, o ensino e a gestão.