Medida visa reforçar prevenção e investigação em áreas de maior risco
A Polícia Judiciária procedeu à colocação de 125 câmaras em zonas florestais do concelho de Vila Real, numa operação que integra a estratégia municipal de combate aos incêndios rurais. O montante suportado pela autarquia ultrapassa os 32.000 euros e destina‑se à captura de imagens e outros elementos que possam contribuir para apurar causas e responsabilidades em fogos na área rural.
Segundo a Câmara, a iniciativa enquadra‑se nas medidas de proteção do território e de defesa da floresta, com especial foco na identificação de eventuais comportamentos negligentes ou de atos dolosos que deem origem a incêndios. A colocação dos dispositivos foi realizada no âmbito das competências da Polícia Judiciária.
“A instalação dos equipamentos foi realizada pela Polícia Judiciária, no âmbito das suas competências, constituindo mais um instrumento de apoio à prevenção e à investigação do crime de incêndio florestal”
O projeto integra ainda um enquadramento mais vasto definido a nível nacional e local, que visa reduzir o risco de incêndio e mitigar os efeitos quando estes ocorrem. Para os residentes e proprietários de terrenos, a presença de videovigilância pretende não só dissuadir práticas de risco como acelerar processos de inquérito sempre que surjam ocorrências.
- 125 câmaras instaladas em espaços florestais do concelho;
- Investimento camarário acima de 32.000 euros;
- Objetivo: prevenção e apoio à investigação de incêndios rurais.
Para além das câmaras, a autarquia tem vindo a promover outras ações de prevenção e vigilância, incluindo campanhas de sensibilização junto de proprietários e uso de medidas de ordenamento territorial. A coordenação entre forças policiais, serviços municipais e entidades responsáveis pela gestão da floresta é apresentada como essencial para a eficácia das medidas.
Na prática, a recolha de imagens facilita a identificação de pontos de ignição e permite, quando necessário, a constituição de elementos de prova que sustentem processos criminais. Para os equipamentos e áreas vigiadas, isto significa um incremento na capacidade de resposta e de esclarecimento das circunstâncias que envolvem cada incêndio.
| Item | Valor |
|---|---|
| Número de câmaras | 125 |
| Investimento municipal | > 32.000 € |
Os moradores do concelho são chamados a manter práticas responsáveis na utilização do fogo, a reportar comportamentos suspeitos e a colaborar com as autoridades quando solicitado. A autarquia reafirma que a proteção da floresta é uma tarefa coletiva, contínua e que passa por medidas de prevenção, fiscalização e cooperação institucional.