Investimento, prazo e obstáculos administrativos
Santarém foi apontada como sede do primeiro parque temático de futebol do mundo, o VivaMundo, um projecto anunciado com um orçamento de 450 milhões de euros e data de abertura marcada para 29 de abril de 2030. Apesar do calendário divulgado e de um «countdown» activo no sítio oficial, a construção permanece condicionada pela ausência de alteração da classificação do terreno onde o empreendimento está previsto.
Os terrenos em causa foram cedidos pela Paróquia de Marvila e encontram-se, actualmente, classificados como rústicos, situação que legalmente inviabiliza obras desta natureza até que haja uma mudança de uso do solo e um processo de licenciamento concluído. A administração do projecto admite que o factor tempo é crítico, mas mantém a convicção de que a abertura é exequível dentro do prazo anunciado.
Responsabilidades técnicas e desafios operacionais
O projecto é liderado por um grupo de investidores portugueses e ingleses.Entre os promotores conhecidos está a JFA Engenharia, representada por Jorge Ferraz, e a gestão do projecto tem sido publicamente associada a Carlos Carreiras. Questionado sobre o calendário, o gestor afirmou com firmeza:
"Tudo estará preparado e pronto a tempo de abrir em 29 de abril de 2030"
Por outro lado, fontes ligadas à engenharia sublinham desafios técnicos e de gestão: licenciamento, integração de infra‑estruturas, fases de execução, aquisição de tecnologias e atração de equipamentos especializados, além de preocupações de sustentabilidade e controlo de custos.
- Orçamento: 450 milhões de euros
- Data prevista de abertura: 29 de abril de 2030
- Terrenos: cedidos pela Paróquia de Marvila, classificados como rústicos
- Situação actual: pendente alteração de uso do solo e licença de construção
| Item | Estado |
|---|---|
| Classificação do solo | Rústico (necessária alteração) |
| Licença de construção | Pendente |
| Investimento estimado | €450.000.000 |
| Data de abertura anunciada | 29/04/2030 |
Para os residentes de Santarém, um projecto desta envergadura pode traduzir‑se em oportunidades de emprego, maior fluxo turístico e pressão sobre infra‑estruturas locais (trânsito, abastecimentos e serviços). Em contrapartida, impõe um escrutínio rigoroso sobre o processo de licenciamento, compatibilidade ambiental e planeamento urbano.
Enquanto decorrem procedimentos administrativos, a calendarização ambiciosa mantém-se no discurso dos promotores. A convergência entre prazos e requisitos legais será determinante para que Santarém venha, efectivamente, a acolher o parque temático na data prevista.