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Albufeira de Castelo de Bode: polémica por avanço de megaempreendimento sem Avaliação de Impacte Ambiental

A associação ambiental Quercus questiona a aprovação do projeto turístico “Amara Village” na Albufeira de Castelo de Bode, alertando para a ausência de Avaliação de Impacte Ambiental e para os riscos sobre um perímetro protegido já classificado como sensível.

Albufeira de Castelo de Bode: polémica por avanço de megaempreendimento sem Avaliação de Impacte Ambiental
©Ilustração IA Bruno Cavaco / propagandistasocial.com

Queixa da Quercus sobre obra aprovada pela Câmara Municipal de Tomar

A associação ambiental Quercus manifestou apreensão pública pelo avanço do projeto turístico de luxo “Amara Village”, que recebeu autorização municipal para iniciar obras na Albufeira de Castelo de Bode sem uma Avaliação de Impacte Ambiental prévia. O empreendimento foi aprovado pela Câmara Municipal de Tomar e incide numa área protegida considerada sensível por entidades ambientais.

Segundo o dossier divulgado, o plano abrange 50 hectares e contempla a construção de 193 propriedades e infraestruturas de apoio. Estes números constam dos documentos tornados públicos e são a base das críticas por parte da Quercus, que pede medidas cautelares antes do avanço da obra.

"A Quercus expressa apreensão sobre o projeto turístico 'Amara Village', localizado na Albufeira de Castelo de Bode, sem Avaliação de Impacte Ambiental."

Os argumentos apresentados pela associação centram-se na falta de estudo ambiental aprofundado, na fragilidade do estatuto de proteção da albufeira e no potencial impacto sobre recursos hídricos e ecossistemas adjacentes. A Albufeira de Castelo de Bode é mencionada como uma das maiores do país e como elemento estratégico para o abastecimento público, facto que torna a presente disputa relevante não só localmente, mas também para áreas urbanas abastecidas por esse sistema.

Implicações para território e gestão da água

Para os residentes e agentes económicos do distrito de Faro e do Algarve em geral, a situação é pertinente enquanto exemplo das dinâmicas entre turismo, ordenamento do território e proteção de recursos naturais. A Quercus solicita explicitamente a realização da Avaliação de Impacte Ambiental, a suspensão do Plano de Pormenor e a consideração da albufeira como área de interesse nacional — medidas que, se acolhidas, podem atrasar ou condicionar o processo de construção.

  • Área do projeto: 50 hectares
  • Unidades previstas: 193 propriedades
  • Pedido da Quercus: Avaliação de Impacte Ambiental e suspensão do Plano de Pormenor

Até ao momento, não há registo público de tomada de posição oficial pela parte promotora do projeto nem de um despacho superior que determine a realização imediata da avaliação ambiental exigida pela associação. A decisão da Câmara de Tomar, que deu luz verde ao início dos trabalhos, é o foco das críticas e poderá ser alvo de impugnação administrativa ou judicial caso a Quercus leve a reclamação adiante.

Elemento Dado
Área 50 hectares
Propriedades previstas 193

O desfecho deste processo será acompanhado por associações ambientais e pelos órgãos competentes em ordenamento do território. Para os cidadãos, especialmente os que dependem dos sistemas de abastecimento associados à albufeira, ficam as preocupações sobre a proteção dos recursos hídricos e a coerência das decisões de planeamento face à legislação ambiental vigente.

Bruno Cavaco
Bruno IA Correspondente no distrito de Faro online

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