Perigo de incêndio e calor condicionam rotina no Algarve
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) situa esta segunda-feira mais de 50 concelhos em risco máximo de incêndio, abrangendo áreas do interior norte e centro e também do Algarve. No distrito de Faro, vários municípios fazem parte das zonas com perigo muito elevado ou máximo, o que aumenta a vigilância e as restrições no que respeita a trabalhos rurais e queimadas.
Para hoje, o IPMA prevê uma pequena descida da temperatura máxima em relação a dias anteriores, mas mantêm-se valores elevados que influenciam o risco de fogo. As cidades mais quentes apontadas para o dia são Castelo Branco, Évora e Beja, com 33ºC. No Algarve, Faro deverá chegar aos 30ºC, enquanto as mínimas no sotavento algarvio poderão rondar os 20ºC.
A determinação do perigo de incêndio rural pelo IPMA assenta em quatro variáveis principais: temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e a chuva registada nas últimas 24 horas. Em consequência, para além dos concelhos em risco máximo, existem mais de 80 municípios com perigo muito elevado distribuídos por vários distritos, entre os quais figura também Faro.
- Risco máximo: dezenas de concelhos nos distritos de Bragança, Vila Real, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Portalegre e Faro.
- Risco muito elevado: mais de 80 municípios, incluindo áreas do litoral e interior.
- Risco elevado: quase toda a região do Alentejo e várias localidades do continente.
Para os residentes e visitantes do Algarve, a conjugação de dias quentes com noites menos frescas — as mínimas variam entre 14ºC em zonas como Guarda e Viseu e 20ºC no sotavento algarvio — traduz uma janela temporal em que a secura dos combustíveis aumenta. Isso afeta tanto a probabilidade de ignições acidentais como a capacidade de propagação de fogo em terreno arborizado ou de mato.
As autoridades locais e os serviços florestais costumam reforçar medidas de prevenção e pedir colaboração pública em dias de risco elevado: evitar queimadas, restringir atividades com chama ou faíscas em áreas rurais e reportar sinais de fumo ou fogo de imediato. A Proteção Civil, as corporações de bombeiros e os serviços municipais mantêm planos de prontidão, mas a resposta eficiente depende também da prevenção por parte da população.
| Local | Máxima prevista | Mínima prevista |
|---|---|---|
| Castelo Branco / Évora / Beja | 33ºC | — |
| Faro | 30ºC | 20ºC |
| Lisboa | 28ºC | — |
| Porto | 25ºC | — |
É aconselhável que a população continue atenta às mensagens oficiais do IPMA e das autoridades de Proteção Civil, consulte o mapa de perigos e siga as instruções locais. Em períodos de risco aumentado, a colaboração comunitária e a rapidez na denúncia de incidentes são determinantes para limitar danos e proteger pessoas, habitações e atividades económicas, nomeadamente o turismo e a agricultura, fortemente dependentes do quadro climático.