Investimento e modernização operacional
Os Bombeiros Voluntários de Bragança vão avançar para a aquisição de uma nova autoescada cujo custo ultrapassa os €1,1 milhões, anunciou a direção da corporação. O equipamento, esperado para chegar no final do próximo ano, destina-se a substituir a autoescada atualmente em serviço desde 1998, cuja manutenção e disponibilidade de peças são já problemáticas.
A decisão resulta, segundo o comandante Carlos Martins, de uma conjugação de factores: o envelhecimento do veículo em operação há cerca de 25 anos, a descontinuação de componentes pelo fabricante e as alterações do parque edificado em Bragança, com edifícios mais altos que exigem maior alcance operacional.
"A autoescada que existe no quartel tem 25 anos... a última peça que levou era a última que existia em stock"
O novo aparelho terá um braço telescópico capaz de atingir 45 metros, face aos 32 metros do equipamento atual. Para além do alcance superior, tratar-se-á de um modelo com características que aumentam a segurança e eficiência nas intervenções, incluindo câmaras térmicas, fontes de ar comprimido no cesto, linhas de mangueira integradas e diversos sensores de apoio operacional.
Financiamento e impacto financeiro local
A aquisição representa um esforço financeiro considerável para a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Bragança. Face ao elevado custo, a direção recorreu ao município, que se mostrou disponível para comparticipar 50% do valor. Esta partilha do encargo é apontada como determinante para viabilizar a compra do equipamento de topo.
- Valor do investimento: mais de €1,1 milhões
- Alcance da nova autoescada: 45 metros
- Alcance atual: 32 metros
- Previsão de chegada: final do próximo ano
- Participação municipal: 50% do custo
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Equipamento atual | Serviço desde 1998 — alcance 32 m |
| Novo equipamento | Alcance 45 m, braço telescópico, câmaras térmicas, sensores |
| Financiamento | Associação Humanitária com apoio de 50% da Câmara Municipal |
Para os residentes e utilizadores dos serviços de emergência do distrito, a renovação traz vantagens práticas: melhor capacidade de acesso a pisos elevados em situações de salvamento e combate a incêndios, maior segurança para equipas e vítimas e redução do risco de falhas associadas à indisponibilidade de peças de substituição.
O aumento do alcance da autoescada responde também à evolução urbana de Bragança nas últimas décadas. Segundo o comandante, se em 1998 predominavam edifícios de quatro a cinco pisos, hoje há blocos de até sete pisos, o que coloca exigências superiores às capacidades do equipamento antigo.
A Associação Humanitária e a Câmara Municipal trabalham agora nos próximos passos para formalizar o investimento e acompanhar a receção do veículo. Até à chegada do novo aparelho, a corporação manterá rotinas de manutenção e gestão de risco para mitigar as limitações do parque atual.