A Câmara Municipal de Coimbra assinou um protocolo para organizar a sua primeira Assembleia Cidadã, dedicada ao desafio da retenção de jovens na região. A iniciativa reúne o município com a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIMRC), a Universidade de Coimbra (UC) e a Universidade Politécnica de Coimbra (UPCoimbra) e pretende ouvir diretamente cidadãos sobre medidas para tornar a área mais atrativa para as novas gerações.
Objectivos e formato
Segundo a autarquia, a assembleia terá carácter consultivo e envolverá cerca de 75 pessoas, escolhidas com critérios de representatividade e inclusão. A organização pretende incluir cidadãos que não participam habitualmente nos canais de consulta pública, visando diversificar perspectivas e reforçar a relação entre instituições e população.
“pessoas escolhidas de forma aleatória, mas que conhecem Coimbra”
Do ponto de vista institucional, está ainda prevista a constituição de uma comissão de especialistas que acompanhará os trabalhos e garantirá metodologias adequadas de participação e deliberação. A câmara sublinha que as recomendações resultantes não ficarão apenas num relatório: serão apreciadas pelas entidades competentes e terão resposta pública e fundamentada.
Parcerias e calendário
O projeto surge por sugestão da Assembleia Municipal e integra universidades e a CIMRC, abrindo espaço à colaboração entre ensino superior, poder local e outras entidades. A realização formal da assembleia ocorre no ano em que o executivo local assinala os 50 anos do poder local, um facto referido pela presidente da Câmara como um momento de mudança na relação com os munícipes.
- Participantes previstos: ~75 cidadãos
- Entidades parceiras: Câmara de Coimbra, CIMRC, UC, UPCoimbra
- Natureza: consultiva, com acompanhamento técnico
| Elemento | Descrição |
|---|---|
| Tema | Como reter os jovens em Coimbra? |
| Participantes | ~75, selecionados por representatividade |
| Parceiros | Câmara, CIMRC, UC, UPCoimbra |
| Natureza | Consultiva, com comissão de especialistas |
Para os habitantes de Coimbra, a iniciativa traz duas consequências práticas imediatas: primeiro, a possibilidade de ver algumas propostas locais discutidas com base em consensos cidadãos; segundo, um compromisso público de resposta às recomendações, que pode traduzir‑se em políticas locais nas áreas de emprego, alojamento, transporte, cultura e oferta formativa.
A concretização do processo exigirá, porém, transparência na seleção dos participantes, metodologias de trabalho claras e mecanismos que transformem deliberações em medidas avaliáveis. A promessa da câmara de dar resposta pública às recomendações será um indicador chave para avaliar o impacto real desta experiência de participação deliberativa em Coimbra.