Alterações do CPV mantêm evento em Vila Real com formato único
O arranque da temporada 2026 do Campeonato de Portugal de Velocidade (CPV) veio acompanhado de uma reformulação que altera substancialmente o desenho das provas nacionais. Entre as medidas anunciadas está a separação operacional entre GT4 e Turismos/GTC, mas para a prova citadina de Vila Real foi já confirmado o regresso a uma grelha única. A decisão tem implicações directas na condução, segurança e experiência do público na corrida urbana.
O crescimento das grelhas, que em algumas rondas se tem aproximado dos 50 carros, motivou a criação de calendários e sessões independentes para cada conjunto de classes — medida destinada a evitar comparações directas entre categorias distintas e a facilitar a gestão de pista. Apesar desta orientação geral, a organização do CPV decidiu que o traçado de Vila Real voltará a acolher todas as classes numa única grelha, mantendo a natureza do evento como prova citadina integrada e competitiva.
- Separação das sessões de treino e corrida entre GT4 e Turismos/GTC noutras provas.
- Em Vila Real mantém-se a grelha única, com todas as classes na mesma corrida.
- Hankook passa a fornecedora exclusiva de pneus para Turismos e GTC.
- Criação de novas categorias: GTX Am e TC+, e lançamento da BMW M2 Cup Iberia.
Para os espectadores e para a operação local, a manutenção da grelha única apresenta vantagens e desafios. Do lado positivo, o formato único preserva o carácter espectáculo da corrida citadina — com trânsito e público concentrados, a diversidade de modelos em pista aumenta o apelo para quem assiste. Contudo, a presença simultânea de classes distintas obriga a um planeamento reforçado de segurança e de controlo de tráfego, bem como a logística adicional por parte dos promotores e das equipas locais.
As alterações a nível nacional incluem ainda a criação de divisões como a GTX Am (para pilotos amadores) e a TC+, que agrega TCR e BMW M2. Além disso, a BMW M2 Cup Iberia surge como troféu monomarca com prémios financeiros e um teste num GT4 destinado ao campeão. Outra novidade operacional significativa é a escolha da Hankook como fornecedora exclusiva de pneus para algumas classes, uma decisão que pode influenciar estratégias de corrida e custos das equipas.
O arranque da época no Autódromo Internacional do Algarve deixou também registos desportivos que ajudam a perceber o nível competitivo esperado nas rondas seguintes. Na categoria GT4, a dupla Francisco Mora e Rodrigo Almeida triunfou na primeira corrida, ao volante de um Toyota GR Supra GT4 EVO2, enquanto outras vitórias se repartiram pelas subclasses Pro-Bronze, Bronze e Am. Estes resultados antecipam batalhas apertadas em circuitos urbanos como o de Vila Real, onde a margem de erro é reduzida.
| Categoria | Vencedores em Portimão |
|---|---|
| GT4 Pro | Francisco Mora / Rodrigo Almeida (Toyota GR Supra GT4 EVO2) |
| GT4 Pro-Bronze | Francisco Abreu / José Carlos Pires (Toyota GR Supra GT4 EVO2) |
| GT4 Bronze | Ivan Velasco / Vasco Oliveira (Aston Martin Vantage GT4 EVO) |
| GT4 Am | Mico Mineiro / Rúben Vaquinhas (Aston Martin Vantage AMR GT4) |
Para a cidade de Vila Real, a confirmação da grelha única significa que as autoridades locais, as equipas de segurança e os promotores vão ter de intensificar a coordenação com os organizadores do CPV. A continuidade do formato tradicional mantém a atracção turística e económica associada à prova, mas exige igualmente que sejam asseguradas medidas de segurança aumentadas, controlo de acessos e gestão do estacionamento e transportes durante o fim de semana de corrida.
Em termos desportivos, esta janela mantém a corrida citadina como um palco onde a mescla de categorias e a proximidade entre carros potenciados podem resultar em confrontos decisivos para a classificação geral e para os campeonatos de classe. Para os residentes e visitantes, representa uma oportunidade de assistir a provas com grande densidade competitiva, mas também a necessidade de planear deslocações e expectativas face às condicionantes do evento urbano.