Dois courts de squash da Universidade de Aveiro foram desmantelados no último mês, deixando a cidade sem instalações para a prática desta modalidade olímpica. A remoção dos equipamentos, que serviam também a equipa do Beira‑mar, foi tomada no âmbito de uma reorganização iniciada pelo novo reitor e fundamentada na fraca participação de estudantes, segundo o Núcleo de Desporto e Lazer (NDL) da UA.
Decisão institucional e justificação técnica
O coordenador do NDL, Tiago Lourenço, explicou que a medida integra o início de mandato do reitor e uma reavaliação da oferta desportiva da universidade. A decisão assentou numa análise de utilização dos courts, que concluiu existir uma predominância clara de atletas do clube local face à comunidade académica. Nesse diagnóstico pesou também, de acordo com a universidade, uma tendência nacional de decréscimo da prática de squash.
“80% a 90% dos utilizadores pertenciam à secção do Beira‑mar”
Além desta observação, a UA referiu que apenas “um ou dois estudantes” praticavam regularmente squash no campus, e que uma tentativa de organizar um campeonato universitário ficou aquém das necessidades mínimas — houve apenas três atletas disponíveis para representar a universidade e outras instituições não reuniram participantes suficientes.
Impactos locais e alternativas previstas
A eliminação dos courts implica que Aveiro deixa de dispor de instalações fixas de squash, o que terá consequências práticas imediatas para quem treina e compete regularmente. A equipa do Beira‑mar, que utilizava esses espaços, vê agora a sua continuidade comprometida, uma vez que não existem courts equivalentes no concelho para treinos ou provas oficiais.
- Infraestrutura removida: 2 courts de squash na Universidade de Aveiro.
- Utilizadores maioritários: entre 80% a 90% pertenciam ao Beira‑mar.
- Participação estudantil: indicada como “um ou dois estudantes”.
- Representação para campeonato: apenas 3 atletas disponíveis.
| Dados | Valor |
|---|---|
| Courts removidos | 2 |
| Percentagem de utilizadores do Beira‑mar | 80%–90% |
| Estudantes utilizadores | “um ou dois” |
| Atletas disponíveis para campeonato | 3 |
Fontes da UA indicaram que o espaço ocupado pelos courts será convertido numa sala para outras atividades desportivas e que o ginásio será relocalizado para o Aristides Hall, com o objetivo declarado de aumentar a oferta e a participação entre estudantes. No entanto, não foram divulgados prazos concretos para essas intervenções nem especificadas as modalidades que beneficiarão do novo espaço.
Consequências e perguntas em aberto
Para a comunidade desportiva de Aveiro, a decisão suscita várias questões práticas: onde treinarão os atletas do Beira‑mar que dependiam dos courts da UA; como afetará isto o calendário competitivo local e regional; e que medidas, se alguma, serão tomadas para preservar modalidades com menor procura mas com tradição no distrito. A justificação institucional assenta na missão académica de priorizar atividades com maior adesão estudantil, mas a conversão dos espaços pode não suprir a necessidade específica de instalações para squash.
Sem alternativas locais confirmadas, a remoção dos courts pode traduzir‑se numa redução efectiva da oferta desportiva em Aveiro e, possivelmente, no afastamento de atletas e praticantes que agora terão de se deslocar para outras cidades ou abandonar a modalidade. A decisão da UA coloca ainda um desafio às autoridades desportivas municipais e ao próprio clube Beira‑mar para encontrarem soluções que evitem o desaparecimento do squash na cidade.