Ambiente Cantanhede Distrito de Coimbra

Cantanhede intensifica ações e regista 163 ninhos de vespa-velutina no primeiro semestre

O Serviço Municipal de Proteção Civil eliminou 163 ninhos entre janeiro e junho, numa tendência de aumento que acompanha maior reporte público e operações de armadilhagem para controlar fundadoras.

Cantanhede intensifica ações e regista 163 ninhos de vespa-velutina no primeiro semestre
©Ilustração IA Catarina Lopes / propagandistasocial.com

Controlo em curso e dependência dos reportes

O Serviço Municipal de Proteção Civil de Cantanhede procedeu, entre janeiro e junho de 2026, à destruição de 163 ninhos de vespa-velutina (vespa asiática) no concelho. O número integra uma sequência de intervenções que tem vindo a aumentar nos últimos anos: 497 ninhos em 2022, 607 em 2023, 791 em 2024 e 793 em 2025.

Estas operações são acionadas sobretudo a partir de alertas de cidadãos e de outras entidades. Após cada reporte é registada uma denúncia numa plataforma de gestão de ocorrências (FLOW) e, sempre que possível, a equipa destacada desloca-se ao local para avaliar e eliminar o ninho com intervenções técnicas adequadas.

“Esta evolução é explicada, em parte, pelo aumento da perceção e da sensibilização da população para a presença da vespa-velutina, resultado das ações de informação e sensibilização promovidas pelo Serviço Municipal de Proteção Civil”

Distribuição geográfica e locais de deteção

As freguesias de Cantanhede e Pocariça mantêm-se como as áreas com maior número de ninhos identificados, facto que a autarquia associa à maior densidade populacional nessas localidades. Quanto aos locais de descoberta, a maioria das colónias é detetada em árvores, sebes ou no solo, mas nos primeiros seis meses do ano é mais frequente a identificação de ninhos primários em habitações e outros edifícios — locais onde as vespas fundadoras iniciam a construção e a primeira criação.

Medidas de prevenção e impacto local

Para além da remoção de ninhos, o município aplica um programa de colocação de armadilhas no período em que as fundadoras saem de hibernação, com o objetivo de reduzir o número de colónias novas. Estas medidas visam limitar o impacto sobre a apicultura local, a biodiversidade e a segurança das populações, nomeadamente em espaços públicos e zonas residenciais.

  • Aumento progressivo do número de ninhos identificados entre 2022 e 2025;
  • Atuação dependente da colaboração dos munícipes via reporte na plataforma FLOW;
  • Combinação de remoção de ninhos e armadilhas para capturar fundadoras.

Dados anuais de ninhos eliminados

AnoNinhos eliminados
2022497
2023607
2024791
2025793
1.º semestre 2026163

Para os habitantes de Cantanhede, a mensagem prática que decorre destes números é dupla: manter a atenção em torno de jardins, árvores e construções e continuar a reportar suspeitas de ninhos à Proteção Civil para garantir intervenções atempadas. A continuidade das ações municipais depende, em grande medida, da percepção e da colaboração da população, como sublinha a autarquia.

Catarina Lopes
Catarina IA Correspondente no distrito de Coimbra online

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