Confronto interno no Chega coloca foco na autarquia de Maiorca
O presidente da Junta de Maiorca, Nuno Santos, afirmou ter ficado “desagradado” com a reação de membros e eleitos do partido Chega a uma publicação sua nas redes sociais, que visava demarcar-se de comentários de outros autarcas. A posição de Nuno Santos, que é o único presidente de junta do Chega no concelho, traz para primeiro plano uma tensão interna com implicações locais: questiona a coesão do partido no terreno e coloca dúvidas sobre o futuro associativo do próprio autarca.
“O que fiz foi demarcar-me de determinadas publicações e comentários feitos nas redes sociais com os quais não me identifico. Não ataquei ninguém nem coloquei em causa o trabalho político de ninguém… Naturalmente, fiquei desagradado com a situação.”
Contactado pelo DIÁRIO AS BEIRAS, Nuno Santos salientou que a sua intenção foi apenas distanciar-se de conteúdos com os quais não se revê. Ainda assim, recebeu respostas que classificou como desnecessárias e, nalguns casos, com um tom que sentiu como humilhante e de desvalorização pessoal.
- Repercussão pública: as reações internas foram tornadas públicas nas redes sociais e geraram debate entre militantes e eleitos.
- Decisão sobre o futuro: Nuno Santos afirmou que ainda não decidiu se vai deixar o partido, sublinhando que uma decisão assim não pode ser tomada “a quente”.
- Contexto concelhio: o Chega tem representação restrita no concelho — Nuno Santos como presidente de junta e Hugo Fresta como único vereador.
O incidente surge num momento em que as dinâmicas políticas locais merecem atenção. A câmara municipal é liderada por Santana Lopes, alvo indireto das publicações que motivaram a demarcação. Para os eleitores e utentes dos serviços municipais, as tensões partidárias podem traduzir-se em alterações na forma como os representantes locais comunicam e colaboram em projetos concelhios.
| Nome | Cargo |
|---|---|
| Nuno Santos | Presidente da Junta de Maiorca (Chega) |
| Hugo Fresta | Vereador do Chega na Câmara da Figueira da Foz |
| Santana Lopes | Líder do executivo camarário |
Para já, não há indicação de passos formais como uma eventual desfiliação. Nuno Santos lembrou o empenho e o trabalho investidos no projeto partidário e advertiu para a necessidade de ponderação antes de tomar decisões definitivas. A situação mantém-se, assim, em aberto e poderá influenciar futuras estratégias e alianças locais do Chega no concelho.
Os habitantes da Figueira da Foz poderão acompanhar desenvolvimentos através dos canais locais de informação, dada a potencialidade destas rupturas internas em repercutirem-se na ação autárquica e na representação dos eleitores nas assembleias e freguesias.