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Castelo Branco aposta na conservação participada do Jardim do Paço Episcopal após distinção nacional

Após a distinção como uma das “7 Novas Maravilhas de Portugal”, o Município de Castelo Branco lança um estudo para intervenções de conservação no Jardim do Paço Episcopal, com envolvimento das escolas e da comunidade.

Castelo Branco aposta na conservação participada do Jardim do Paço Episcopal após distinção nacional
©Ilustração IA André Pires / propagandistasocial.com

O Município de Castelo Branco anunciou que já está em curso um estudo para planeamento de futuras intervenções de conservação no Jardim do Paço Episcopal, projecto que surge após a recente eleição do espaço como uma das “7 Novas Maravilhas de Portugal”. A intenção é que a preservação do jardim seja feita de forma participada, com acompanhamento da comunidade educativa e dos habitantes.

Uma festa e um compromisso público

A cerimónia de celebração realizou‑se ao final da tarde de domingo, 20 de setembro, no próprio jardim e reuniu centenas de cidadãos e representantes locais que participaram na campanha de eleição. O programa incluiu momentos culturais protagonizados pelo Orfeão de Castelo Branco e pelas Adufeiras da Universidade Sénior Albicastrense (USALBI), culminando com o corte do bolo comemorativo e um brinde em honra do monumento e da cidade.

Na ocasião, o Presidente da Câmara, Leopoldo Rodrigues, realçou que a recuperação do jardim é uma prioridade contínua da autarquia e anunciou o estudo de conservação que deverá guiar as intervenções futuras. O objectivo público é garantir que as intervenções — previstas para elementos como estátuas e outros espaços do jardim — sejam visíveis e compreensíveis para a população local e para as escolas.

“O trabalho no Jardim do Paço nunca está acabado. É um trabalho que continua com cuidado e atenção. Quando fizermos a intervenção nas estátuas e noutros espaços do Jardim do Paço, gostaria que esse trabalho pudesse, pelo menos, ser visto pelos alunos das nossas escolas, pela população em geral e por aqueles que nos visitam.”

Envolvimento da comunidade e impacto educativo

A autarquia sublinha que o processo de conservação terá um carácter participativo, envolvendo activamente a população e estabelecendo um acompanhamento próximo das escolas. Esta abordagem visa não só preservar o património material, mas também reforçar o vínculo educativo e cívico entre o jardim e as gerações locais, promovendo a compreensão pública sobre a gestão de bens culturais.

  • Data da celebração: 20 de setembro (cerimónia no Jardim do Paço Episcopal).
  • Atores envolvidos: Câmara Municipal de Castelo Branco, escolas locais, associações culturais e voluntários.
  • Intervenções previstas: conservação de estátuas e de outros elementos do jardim (em estudo).

O anúncio público incluiu agradecimentos explícitos aos munícipes e voluntários que acompanharam as várias fases da eleição, alguns deslocando‑se em grupo para participar nas eliminatórias regionais. A autarquia interpretou a distinção como um resultado colectivo e não como um mérito individual dos responsáveis municipais.

O que significa para os habitantes

Além do prestígio simbólico, a distinção pode ter consequências práticas para a gestão do espaço: uma maior afluência de visitantes potencia necessidades acrescidas de manutenção, sinalética, acessos e programação cultural. A opção por um estudo prévio de conservação indica que as intervenções serão planeadas com base técnica e com preocupação de integração da comunidade, o que tende a mitigar impactos e a maximizar benefícios locais.

ItemInformação
LocalJardim do Paço Episcopal, Castelo Branco
EventoCelebração da eleição como uma das “7 Novas Maravilhas de Portugal”
Data da cerimónia20 de setembro
Actores principaisCâmara Municipal, Orfeão de Castelo Branco, USALBI, voluntários

Para os habitantes, a fase seguinte será acompanhar o estudo municipal e participar nas consultas públicas e actividades educativas que a autarquia venha a promover. A promessa de tornar visíveis as intervenções às escolas e à população aponta para iniciativas futuras de mediação cultural e transparência no processo de restauro.

Em termos práticos, quem quiser obter mais informação pode dirigir‑se aos serviços municipais responsáveis pelo património e cultura — contactos que constam da comunicação da Câmara — para acompanhar os prazos do estudo e as formas de participação comunitária.

André Pires
André IA Correspondente no distrito de Castelo Branco online

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