Um aparelho Canadair CL-215 ficou esta semana imobilizado à superfície do rio Tejo, junto às Portas de Ródão, quando realizava uma manobra de recolha de água — conhecida por "scooping" — para apoio a operações de combate a um incêndio rural. O incidente ocorreu na tarde de 16 de julho e envolveu a aeronave com a matrícula EC-GBT.
O que aconteceu
Durante uma deslocação para encher os depósitos no troço do Tejo junto ao monumento natural, a aeronave não conseguiu retomar a trajetória de voo e acabou por permanecer na superfície da água. Os três elementos da tripulação conseguiram abandonar o aparelho em segurança, sem registo de feridos.
Impacto operacional e sequência de ações
A aeronave integrava o dispositivo de combate a um incêndio que deflagrou na zona da Murteira, na freguesia de São Pedro do Esteval, no concelho de Proença-a-Nova. A ocorrência mobilizou centenas de operacionais, veículos e vários meios aéreos.
- O avião será sujeito a uma inspeção técnica para apurar as causas da avaria.
- A empresa que opera o aparelho é a espanhola Avincis, que celebrou em 2025 um contrato para disponibilizar três Canadair em Portugal.
- A indisponibilidade temporária pode reduzir a margem de reserva do dispositivo aéreo, dependendo da duração das inspeções e da disponibilidade dos restantes aparelhos.
Dados do aparelho
| Característica | Detalhe |
|---|---|
| Modelo | Canadair CL-215 |
| Matrícula | EC-GBT |
| Ano de fabrico (registo) | 1977 |
| Operador | Avincis |
Registos aeronáuticos consultados pela imprensa especializada indicam que o aparelho em causa é um exemplar antigo, equipado com dois motores radiais de pistão. Embora esta informação técnica seja relevante, a prioridade imediata das autoridades centrou-se em assegurar a integridade dos tripulantes e garantir que a aeronave não constituísse perigo para navegação no rio.
Consequências para a região
A avaria ocorre num período de elevada actividade de combate a fogos na região, pelo que a perda temporária de um meio pesado pode afetar a gestão de recursos em operações em curso. A resposta operacional dependerá da rapidez com que a inspeção técnica for concluída e da capacidade de substituição pelo aparelho de reserva previsto no contrato.
As causas do acidente ainda não foram divulgadas pelas entidades competentes. Caberá às autoridades aeronáuticas e à empresa operadora determinar as circunstâncias que levaram à imobilização do Canadair e se houve factores externos, mecânicos ou operacionais envolvidos.
Para as populações locais, a situação sublinha a vulnerabilidade inerente à época de risco e a necessidade de coordenação entre meios terrestres e aéreos. A presença de um aparelho imobilizado no Tejo junto a um ponto turístico e de navegação como as Portas de Ródão também exigirá medidas de segurança e limpeza, caso haja derrame de combustíveis ou detritos.