Desfecho do desaparecimento e novas formas de burla
A Polícia Judiciária, através da sua Diretoria do Centro, anunciou que localizou ontem Raquel Pimentel, uma mulher de 37 anos cuja ausência havia sido participada pelos familiares no passado dia 1 de julho, após ter sido amplamente divulgada nas redes sociais e meios de comunicação locais.
Segundo a PJ, a investigação — assumida perante a suspeita de um possível crime contra a liberdade pessoal — decorreu em articulação com a Polícia de Segurança Pública e a Guarda Nacional Republicana, tendo sido possível apurar que a desaparecida se ausentou de livre vontade e que não existem indícios de intervenção de terceiros no seu desaparecimento.
Extorsão digital com recurso a imagem manipulada
No decurso das diligências, a Polícia apurou que, após a divulgação pública do caso, pessoas não identificadas contactaram familiares exigindo o pagamento de um resgate. Para conferir credibilidade às exigências, enviaram uma fotografia da mulher manipulada com recurso a inteligência artificial, fazendo crer que esta havia sido raptada. A PJ prossegue agora diligências para identificar os responsáveis pela burla.
- Vulnerabilidade explorada: redes sociais e mediatização de casos de desaparecimento.
- Técnica utilizada: imagem manipulada por inteligência artificial para fingir um rapto.
- Resposta policial: investigação conjunta da PJ, PSP e GNR e diligências em curso para identificação dos autores.
| Elemento | Informação |
|---|---|
| Nome | Raquel Pimentel |
| Idade | 37 anos |
| Data do registo do desaparecimento | 1 de julho |
| Local de ocorrência | Baixa de Coimbra |
| Localização | Encontrada ontem, segundo a PJ |
Para os habitantes de Coimbra, o caso traz dois alertas imediatos. Primeiro, lembra que nem todos os desaparecimentos implicam crime e que as investigações podem determinar outras circunstâncias, como a decisão de se ausentar voluntariamente. Segundo, evidencia que criminosos exploram a exposição pública destes casos, usando ferramentas digitais cada vez mais acessíveis para ludibriar famílias e cobrar dinheiro.
A PJ sublinha a necessidade de cautela por parte de familiares e cidadãos ao receberem pedidos de ajuda ou exigências financeiras após divulgação de casos sensíveis. As autoridades alertam para a existência de mensagens fraudulentas que tentam tirar partido da vulnerabilidade emocional das vítimas e dos seus entes.
Em comunicado, a Polícia Judiciária informou que prossegue as diligências de investigação com vista à identificação dos autores desta burla e reforçou o apelo a denúncias e à conservação de provas por parte de quem tenha recebido contactos semelhantes.
Para a comunidade local, resta a preocupação com a circulação rápida de conteúdos falsos e a necessidade de verificar fontes antes de partilhar. Instituições de segurança e plataformas digitais mantêm-se como pontos-chave para travar este tipo de crimes e para apoiar famílias afetadas.