Localização e investigação em curso
A Polícia Judiciária, através da Directoria do Centro, anunciou a localização, na quarta‑feira, de uma mulher de 37 anos cujo desaparecimento fora noticiado por familiares e amplamente divulgado em Coimbra. As diligências foram desenvolvidas depois de colocada a hipótese de um crime contra a liberdade pessoal.
Em colaboração estreita com a PSP e a GNR, a investigação concluiu que a mulher se ausentara por vontade própria, não existindo indícios de intervenção de terceiros no seu desaparecimento. As autoridades mantêm, contudo, inquérito aberto para apurar todas as circunstâncias.
Fraude associada à divulgação do caso
No decurso das apurações, a PJ identificou tentativas de burla dirigidas a familiares: indivíduos não identificados contactaram parentes exigindo pagamento como se houvesse um resgate. Para dar credibilidade às exigências, foi enviada uma fotografia supostamente da desaparecida — imagem essa que, diz a investigação, tinha sido manipulada através de recurso a inteligência artificial.
- Agências envolvidas: Polícia Judiciária, PSP, GNR
- Idade da mulher localizada: 37 anos
- Prática investigada: desaparecimento e burla com foto manipulada por IA
| Elemento | Detalhe |
|---|---|
| Local do desaparecimento | Baixa de Coimbra |
| Autoridade responsável | Directoria do Centro da PJ |
| Estado atual | Mulher localizada; investigação prossegue |
As autoridades avisam para o carácter explorador destas práticas, sublinhando que novas tecnologias podem ser usadas para manipular fotografias e pressionar emocionalmente familiares. A PJ continua as diligências com o objetivo de identificar os autores da burla e possíveis responsáveis pela divulgação das imagens manipuladas.
Para os residentes de Coimbra, o episódio evidencia duas preocupações concretas: a necessidade de contacto rápido e verificado com as forças de segurança em casos de desaparecimento e a cautela perante pedidos de pagamento ou mensagens que aleguem situações de coação, sobretudo quando envolvem imagens recebidas por via eletrónica.
Quem detetar contactos suspeitos relacionados com desaparecimentos ou receber imagens que inspirem pedidos de resgate deve reportar de imediato às autoridades competentes, evitando responder ou transferir valores até que as circunstâncias sejam confirmadas pelas forças de segurança.