Projeto transmunicipal com candidatura europeia
O território de Santo Tirso integra o Corredor Verde do Leça, um dos 25 projetos nomeados para a edição de 2026 do Prémio Europeu de Espaço Público Urbano, anunciado pelo Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona (CCCB). A intervenção, da autoria da arquiteta paisagista Laura Roldão, atravessa ainda os concelhos da Maia, Valongo e Matosinhos.
A seleção coloca o projeto local numa lista que reúne propostas provenientes de 14 países e de cidades como Copenhaga, Split e Bremen. A nomeação constitui uma validação externa do desenho paisagístico que pretende reconverter margens e corredores urbanos em novos espaços públicos.
O que o júri valorizou
Segundo o CCCB, os elementos do júri salientaram o impacto ambiental e urbano do Corredor Verde do Leça e a sua capacidade para responder a desafios contemporâneos como as alterações climáticas, a restauração ecológica e a coesão social.
“oferece 22 hectares de espaço público linear como uma importante infraestrutura da paisagem para a regeneração ambiental, a resistência da água e mobilidade sustentável”
Esta descrição, incluída na apresentação do projeto, sublinha elementos centrais: a extensão do espaço público criado, a função de gestão hídrica e a integração de modos de deslocação mais sustentáveis — aspetos com repercussões diretas na qualidade de vida dos moradores e na resiliência urbana.
Fases seguintes e calendário
A lista de 25 nomeados constitui a primeira etapa do processo. O júri, presidido pela arquiteta Eva Prats e composto por profissionais internacionais, irá divulgar cinco finalistas a 9 de setembro. O anúncio do vencedor sucede a essa seleção, no âmbito do ciclo habitual do prémio bienal.
| Item | Valor |
|---|---|
| Projetos nomeados | 25 |
| Países representados | 14 |
| Data prevista para finalistas | 9 de setembro |
Para Santo Tirso, a presença do Corredor Verde nesta shortlist tem implicações práticas: reforça a visibilidade do investimento em espaços públicos e pode potenciar acesso a redes de financiamento, parcerias técnicas e turismo de natureza se a candidatura for bem-sucedida.
- Reconhecimento técnico do desenho paisagístico e das funções ecológicas do corredor.
- Potencial de atrair recursos e parcerias para consolidação do projeto nos quatro municípios.
- Impacto local na gestão de água, mobilidade sustentável e criação de novos espaços públicos.
Além do Corredor Verde do Leça, a edição de 2026 do prémio inclui outros projetos portugueses: a reabilitação do Mercado do Bolhão (Porto), o Funicular da Graça (Lisboa) e a Praça e o Posto de Turismo do Piódão (Arganil). Esta presença múltipla de Portugal na lista reforça a visibilidade nacional em práticas de requalificação urbana e espaços públicos.
A evolução do processo — nomeadamente a passagem à fase de finalistas e o resultado final — deverá ser seguida com interesse pelas equipas técnicas e eleitos locais, assim como por associações ambientais e cidadãos intervenientes nos locais afetados pelo Corredor Verde. A nomeação é, por agora, um reconhecimento que traz atenção e responsabilidade acrescidas sobre a implementação e manutenção desta infraestrutura paisagística.