Festival regional volta a colocar Póvoa de Varzim no centro das artes performativas
Entre 23 de setembro e 3 de outubro, a Póvoa de Varzim acolhe a 17.ª edição do Festival Internacional de Teatro É-Aqui-in-Ócio, promovido pela Varazim Teatro com o apoio da Câmara Municipal. O certame mantém o Cine-Teatro Garrett como epicentro, mas estende a sua programação a espaços ao ar livre e às freguesias da Estela e de Balasar, ampliando o alcance cultural do concelho.
A edição deste ano propõe uma reflexão sobre o medo, abordado por uma lente inesperada: o humor. A programação articula-se em várias linguagens — teatro, música, performance e cinema — e integra também conversas, ações de mediação cultural e intervenções em espaço público, buscando envolver públicos distintos e apostar na fruição coletiva.
A peça de abertura será «A Instalação do Medo», escrita por Rui Zink e levada à cena pela Companhia Certa nas noites de 23 e 24 de setembro. A encenação e a atuação contam com a assinatura de Eduardo Faria, que divide o palco com Joana Luna e Mário Moutinho. A presença de um espetáculo inaugural com autores e intérpretes reconhecidos reforça a ambição do festival de combinar programação de qualidade com acessibilidade local.
- Datas: 23 set. a 3 out.
- Formato: teatro, música, performance, cinema, conversas e mediação cultural
- Locais: Cine-Teatro Garrett, espaços ao ar livre, Estela e Balasar
| Elemento | Detalhe |
|---|---|
| Edição | 17.ª |
| Período | 23 set. – 3 out. |
| Epicentro | Cine-Teatro Garrett |
Para os habitantes da Póvoa de Varzim, o festival representa um reforço da oferta cultural local no outono, com programação acessível que pode atrair residentes e visitantes de concelhos limítrofes. A presença de espetáculos ao ar livre e em freguesias como a Estela e Balasar facilita a descentralização cultural, reduzindo a necessidade de deslocações até ao centro para quem vive fora do núcleo urbano.
Do ponto de vista prático, a realização do É-Aqui-in-Ócio implica atenção para a gestão de lugares de estacionamento e circulação nas noites de espetáculo no centro e nos acessos às freguesias envolvidas. Além disso, a movimentação de público pode representar uma oportunidade para o comércio local — restauração e serviços culturais — que se beneficia de uma maior afluência nos dias do festival.
A organização, liderada por Eduardo Faria e com o apoio da autarquia presidida por Andrea Silva no pelouro da Cultura, sublinha a ambição de fazer do festival um espaço de debate e fruição artística que olhe para temas contemporâneos a partir de um olhar crítico e criativo.