CPV estaciona em Vila Real com grelhas reforçadas e luta pelo título equilibrada
O Circuito Internacional de Vila Real recebe a segunda etapa do Campeonato de Portugal de Velocidade (CPV), num fim de semana que coincide com as comemorações dos 95 anos do traçado. Após a abertura da época no Autódromo Internacional do Algarve, a competição chega ao circuito vila-realense com várias equipas e pilotos a apontarem à conquista de pontos decisivos para a classificação final.
No arranque em Portimão, destacaram-se Francisco Mora e Rodrigo Almeida, que lideram a classificação absoluta com 43 pontos, beneficiando de uma vitória sólida na primeira corrida. A consistência demonstrada pela dupla à volante do Toyota GR Supra GT4 EVO2 da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal permitiu-lhes capitalizar em corridas onde outros candidatos sofreram contratempos.
- Variações na liderança: incidentes e avarias alteraram o panorama competitivo na ronda inaugural.
- Rivalidade intensa: a diferença pontual é curta e várias equipas permanecem na disputa pelo título.
- Presença estrangeira e duas grelhas: o evento contará com patrões internacionais e separação das máquinas em duas grelhas, dada a dimensão do pelotão.
Logo atrás do conjunto da frente surgem César Machado e Tomás Teixeira com 30 pontos, enquanto Alexandre Areia e Nuno Afonso subiram a terceiro com 27 pontos, após vencerem a segunda corrida em Portimão. Nas classes específicas, José Carlos Pires e Francisco Abreu mantêm-se em posição destacada com 26 pontos, perfazendo a mesma pontuação de Orlando Batina e Nuno Pires.
| Posição | Pilotos | Pontos |
|---|---|---|
| 1 | Francisco Mora / Rodrigo Almeida | 43 |
| 2 | César Machado / Tomás Teixeira | 30 |
| 3 | Alexandre Areia / Nuno Afonso | 27 |
| — | José Carlos Pires / Francisco Abreu | 26 |
| — | Orlando Batina / Nuno Pires | 26 |
Para os habitantes do distrito e os adeptos que se deslocam, o traçado citadino de Vila Real representa um desafio particular: curvas apertadas, paredes próximas e escassa margem de erro exigem experiência e concentração máxima aos pilotos. A organização do CPV optou por dividir os carros em duas grelhas, uma solução que reflete o aumento de inscritos e o interesse reforçado na prova transmontana.
Do ponto de vista local, a presença do campeonato traduz-se em movimento para o comércio, hotelaria e restauração durante o fim de semana, bem como mais afluência nas áreas próximas do circuito. Em pista, as equipas que sofreram percalços em Portimão procuram agora recuperar terreno, enquanto os líderes tentam consolidar a vantagem antes das provas seguintes do calendário.
Com várias jornadas ainda por disputar, o equilíbrio pontual indica que Vila Real pode ser decisiva para a definição de candidatos ao título, numa época em que a regularidade e a capacidade de evitar incidentes serão determinantes.