Resposta municipal e evolução anual
O Serviço Municipal de Proteção Civil de Cantanhede informou que procederam à eliminação de 163 ninhos de vespa asiática (Vespa velutina) durante os primeiros seis meses do ano. Estes números integram tanto ninhos primários como secundários e enquadram-se numa sequência de aumentos registados nos últimos anos, segundo a Câmara Municipal.
A autarquia aponta dois factores explicativos: por um lado, uma maior vigilância pública resultante de campanhas de informação; por outro, a própria expansão da espécie invasora. As freguesias de Cantanhede e Pocariça continuam a concentrar mais ocorrências, o que a Câmara associa à maior densidade populacional nessas localidades.
Como decorre a intervenção
Os procedimentos começam com a comunicação da presença do ninho — por cidadãos ou outras entidades — que é registada na plataforma FLOW. Depois dessa denúncia, uma equipa da Proteção Civil avalia o local e procede, sempre que necessário, à remoção do ninho. Além da destruição direta, o município instala armadilhas na época em que as vespas fundadoras saem da hibernação, com o objetivo de reduzir a instalação de novas colónias.
- 163 ninhos eliminados nos primeiros seis meses de 2026;
- Registo contínuo de ocorrências através da plataforma FLOW;
- Foco em árvores, sebes, solo e, na fase inicial do ano, em habitações e edifícios.
"vai manter o trabalho desenvolvido desde 2015 no combate à vespa asiática"
O município assegura que vai manter as ações iniciadas em 2015. Para os responsáveis locais, a combinação de destruição de ninhos e armadilhas permite um controlo contínuo dos registos e do estado das colónias identificadas.
Impacto prático para os munícipes
Para os habitantes de Cantanhede a presença crescente da vespa asiática traduz-se em riscos para a apicultura, para a segurança pública e para o bem-estar em espaços verdes e residenciais. Nos primeiros meses do ano, quando surgem os ninhos primários, é mais frequente encontrá-los em proximidade de habitações, o que exige atenção e denúncia atempada por parte da população.
| Ano | Ninhos destruídos |
|---|---|
| 2022 | 497 |
| 2023 | 607 |
| 2024 | 791 |
| 2025 | 793 |
| Primeiros 6 meses de 2026 | 163 |
A população é novamente apelada a reportar qualquer sinal de ninho, através dos canais municipais, para que as equipas possam intervir com rapidez. A continuidade das campanhas de sensibilização é apontada como peça-chave para manter a tendência de deteção precoce e minimizar impactos locais.