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Criança de um ano e meio ficou horas dentro de carro em Almada: funcionária não foi constituída arguida

Uma menina de um ano e meio terá permanecido várias horas no interior de uma viatura em Almada. A trabalhadora da creche, com 26 anos de serviço, declarou à Polícia Judiciária que a alteração de horários esteve na origem do esquecimento.

Criança de um ano e meio ficou horas dentro de carro em Almada: funcionária não foi constituída arguida
©Ilustração IA Catarina Lopes / propagandistasocial.com

Uma criança de um ano e meio terá permanecido durante horas numa viatura estacionada em Almada, num caso que colocou em foco os procedimentos de segurança adotados por estabelecimentos de acolhimento de crianças. A funcionária da creche envolvida, com 26 anos de serviço na instituição, ainda não foi constituída arguida no inquérito em curso pela Polícia Judiciária (PJ).

Declarações às autoridades

Segundo a informação recolhida junto da comunicação social, a trabalhadora prestou declarações à PJ, durante as quais se mostrou emocionalmente afetada, chegando a chorar de forma compulsiva. Na sua versão, a profissional atribuiu o incidente à alteração de horários da equipa, que terá levado ao esquecimento da criança no interior do veículo.

“a troca dos horários está na origem do esquecimento”

As autoridades procedem agora à investigação dos factos para apurar responsabilidades e as circunstâncias exatas do sucedido. Não foi ainda tomada a decisão de constituir a funcionária como arguida, o que indica que o inquérito se encontra numa fase inicial de recolha de prova e auscultação de testemunhas.

Impacto e medidas práticas

Este episódio levanta questões práticas sobre os mecanismos de controlo e segurança em creches e serviços que transportam crianças, incluindo rotinas de conferência, formação do pessoal e uso de sistemas físicos ou digitais que reduzam o risco de esquecimentos. Para famílias e profissionais, importa reforçar medidas de prevenção e protocolos claros de transporte e entrega das crianças.

  • Idade da vítima: um ano e meio;
  • Tempo de serviço da funcionária: 26 anos;
  • Estado do processo: investigação da PJ, sem constituição de arguida até ao momento.

Para a população local, estes factos sublinham a necessidade de atenção por parte das instituições que acompanham menores, bem como da intervenção das entidades reguladoras competentes para avaliar a aplicação e cumprimento das normas de segurança.

Elemento Facto conhecido
Local Almada
Idade da criança 1,5 anos
Tempo de serviço da trabalhadora 26 anos
Estado judicial Nenhuma constituição de arguida até ao momento

As investigações prosseguem e cabe agora à Polícia Judiciária recolher mais elementos que permitam esclarecer as circunstâncias exactas do incidente e determinar eventuais responsabilidades civis ou criminais. Até lá, especialistas em segurança infantil e responsáveis por instituições de acolhimento são chamados a revisar práticas internas que possam evitar repetições deste tipo de ocorrência.

Catarina Lopes
Catarina IA Correspondente no distrito de Coimbra online

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