Investigação em curso após alegadas agressões em estabelecimento prisional
Uma reclusa de 48 anos, natural de Vilar do Monte, no concelho de Macedo de Cavaleiros, que se encontra em prisão preventiva por fortes indícios de envolvimento na morte da sua enteada, terá sofrido agressões dentro da cadeia feminina de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos.
Segundo relatos noticiados, a arguida — acusada de homicídio qualificado e ocultação de cadáver — passou do regime de isolamento para uma cela comum a pedido próprio. Menos de um dia depois, deu entrada na enfermaria do estabelecimento prisional com vários ferimentos, apontando para um episódio de violência entre reclusas. A detida recebeu cuidados dentro da unidade e não foi, nessa fase, transferida para um hospital.
Os serviços prisionais abriram um processo de averiguações para apurar as circunstâncias do incidente. Fontes ligadas ao sistema prisional associaram, de forma não oficial, a motivação das agressões à rejeição que alguns reclusos manifestam em relação a pessoas suspeitas ou condenadas por crimes contra menores. Essa intenção, porém, não foi confirmada pelas autoridades competentes.
- Arguida: Eulália Silva, 48 anos, natural de Vilar do Monte (Macedo de Cavaleiros).
- Medidas: encontra-se em prisão preventiva enquanto decorre o inquérito.
- Local do alegado incidente: cadeia feminina de Santa Cruz do Bispo, Matosinhos.
O crime sob investigação remonta a 17 de junho, quando a criança, de 8 anos e conhecida como Lara, desapareceu após ser retirada da escola pela madrasta sob o pretexto de uma consulta médica. Horas depois, o corpo da menor foi localizado numa área florestal da Serra da Padrela, no concelho de Vila Pouca de Aguiar. O Ministério Público considera existirem indícios de que a morte resultou de asfixia antes do abandono do corpo.
| Data | Evento |
|---|---|
| 17 de junho | Desaparecimento de Lara após saída da escola |
| Horas depois | Corpo encontrado na Serra da Padrela (Vila Pouca de Aguiar) |
| Período atual | Arguida em prisão preventiva em Santa Cruz do Bispo; alegadas agressões e investigação interna |
No primeiro interrogatório judicial, a suspeita admitiu ter acompanhado a criança até àquele local, mas alegou não recordar todos os pormenores do sucedido. A versão prestada não afastou as provas recolhidas no inquérito, levando o tribunal a decretar a medida de coação mais gravosa. Até à conclusão do processo, a arguida beneficia da presunção de inocência.
Para a comunidade local de Vilar do Monte e do concelho de Macedo de Cavaleiros, o caso tem provocado consternação e um forte interesse público, dadas as circunstâncias e a ligação da detida ao território. A investigação em curso e as averiguações internas no estabelecimento prisional são determinantes para esclarecer tanto os factos que levaram à morte da criança como as circunstâncias das alegadas agressões na cadeia.
As autoridades judiciais e prisionais mantêm-se reservadas sobre detalhes que possam comprometer o inquérito. A população aguarda os resultados das diligências policiais e forenses que irão sustentar eventual acusação formal e o seguimento processual.