Alerta de incêndio e tempo quente preocupa população e serviços no Algarve
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) voltou a colocar vastas áreas do interior Norte, Centro e do Algarve em níveis elevados de risco de incêndio. Para o distrito de Faro, o organismo meteorológico emitiu um aviso amarelo devido ao tempo quente, vigente pelo menos até às 21h desta sexta-feira.
Segundo a última atualização, mais de 40 concelhos encontram-se em perigo máximo de incêndio, enquanto cerca de 90 municípios foram classificados com risco muito elevado. A análise do perigo de incêndio rural do IPMA assenta em quatro variáveis meteorológicas: temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e precipitação nas últimas 24 horas.
- Perigo máximo: mais de 40 concelhos — maior incidência no interior Norte e Centro e partes do Algarve.
- Perigo muito elevado: cerca de 90 municípios espalhados por vários distritos.
- Aviso amarelo para o distrito de Faro até às 21h desta sexta-feira.
As previsões meteorológicas associadas ao quadro de risco indicam temperaturas elevadas: destaca-se Faro com máxima prevista de 36ºC. Outras referências nacionais apontam para 38ºC em Castelo Branco, 31ºC em Lisboa e 25ºC no Porto. As temperaturas mínimas no país variam entre 15ºC (em cidades do Norte e Centro) e 20ºC em Faro.
| Local | Temperatura máxima prevista | Aviso/IPMA |
|---|---|---|
| Faro | 36ºC | Aviso amarelo até às 21h |
| Castelo Branco | 38ºC | — |
| Lisboa | 31ºC | — |
| Porto | 25ºC | — |
Para os habitantes do Algarve, e em particular do distrito de Faro, este cenário implica cuidados reforçados:
- evitar queimadas ou queimas agrícolas e actividades com risco de faíscas;
- manter acessos desimpedidos para veículos de emergência;
- seguir orientações das autoridades locais e dos bombeiros em caso de incidentes.
O sistema de classificação do IPMA considera cinco níveis de perigo, que vão de reduzido a máximo. A conjugação de altas temperaturas com humidade reduzida e vento pode elevar rapidamente o risco de fogo e a sua propagação. As autoridades locais e os serviços de proteção civil acompanham a situação e podem tomar medidas adicionais se o quadro meteorológico mudar.
Os residentes devem também acompanhar comunicações oficiais e previsões atualizadas do IPMA e respeitar eventuais restrições temporárias impostas em espaços rurais e florestais.