Incêndio que atingiu quatro concelhos foi dominado durante a madrugada
O fogo que começou em Rochoso, no concelho da Guarda, e chegou a afetar os concelhos vizinhos de Almeida, Pinhel e Sabugal foi dominado às 01:00 desta madrugada, segundo informação prestada ao jornal por fonte do Comando Sub-regional das Beiras e Serra da Estrela.
O incêndio deflagrou na segunda-feira, pelas 13:50, e mobilizou um dispositivo de grande dimensão: por volta das 03:15 estavam no terreno 606 operacionais, apoiados por 188 viaturas, de acordo com os registos da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
- Data e início: segunda-feira, 13:50, em Rochoso (Guarda).
- Domínio: declarado às 01:00.
- Concelhos afetados: Guarda, Almeida, Pinhel e Sabugal.
Durante a noite e as primeiras horas da madrugada as equipas continuaram a operar para garantir a consolidação do perímetro e a resolução de pontos quentes. Ainda assim, o comandante do dispositivo tinha indicado a jornalistas na noite de terça-feira que a área afetada rondava os 4 000 hectares e que o perímetro estimado atingia os 40 quilómetros. Esses números traduzem a dimensão do incêndio e explicam a intervenção massiva de meios.
| Indicador | Valor reportado |
|---|---|
| Operacionais no terreno | 606 |
| Viaturas | 188 |
| Área estimada | 4 000 hectares |
| Perímetro | 40 km |
Como consequência das chamas e das operações de socorro, a circulação na A25 e na EN16 chegou a ser cortada. A GNR informou que essas vias já tinham sido reabertas pelas 00:10, o que permitiu a normalização gradual do trânsito na região e a retoma de acessos fundamentais para as populações locais e para a movimentação de meios de emergência.
As autoridades apontaram como fatores preocupantes para o combate ao incêndio as condições meteorológicas locais, designadamente vento e temperaturas elevadas, que favoreceram a propagação rápida do fogo e complicaram as operações de supressão. O reforço de meios e a coordenação entre bombeiros, GNR e ANEPC foram determinantes para controlar as frentes mais ativas.
Para a população dos concelhos atingidos, as prioridades imediatas passam pela verificação de eventuais danos agrícolas e florestais, pela avaliação de infraestruturas e pela vigilância de pontos residuais que possam reativar chamas.
As autoridades mantêm apelo à prudência: em períodos de risco elevado, recomenda-se à população que limite atividades que possam originar ignições, que cumpra orientações das forças de segurança e que comunique qualquer foco através dos números de emergência. A recuperação das áreas afetadas implicará intervenções posteriores de limpeza, fiscalização e apoio às explorações locais, seguindo os planos de intervenção municipal e distrital.