As forças de segurança reportaram, ao longo do último fim de semana, a identificação de 48 pessoas que se encontravam em zonas florestais cujo acesso estava proibido devido ao estado de alerta decretado pelas autoridades. A maioria das ocorrências teve lugar na área das Sete Lagoas, em Montalegre, localizada dentro do Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Incidentes e ações de fiscalização
Além das identificações, os serviços de emergência e protecção civil tiveram de intervir para socorrer duas pessoas que caíram naquela zona, nos dias de sábado e domingo, apesar das restrições em vigor. Os responsáveis locais alertaram para os perigos acrescidos nestas condições meteorológicas e para o risco de incêndio associado à presença de público em áreas sensíveis.
- 48 pessoas identificadas por permanência em áreas florestais proibidas;
- 2 resgates realizados na zona das Sete Lagoas durante o fim de semana;
- Medida de proibição de acesso e permanência aplicável a vários distritos do interior.
O Governo decidiu prorrogar a situação de alerta até às 23:59 de quinta-feira, aplicando a medida a diversos distritos do interior, entre os quais se conta Vila Real. A extensão da declaração baseou-se na «manutenção da onda de calor» e nas previsões meteorológicas de «grande adversidade» para estas regiões, segundo a comunicação do Ministério da Administração Interna.
Consequências práticas para a população
Com a prorrogação do estado de alerta, mantém-se a proibição de acesso a determinados espaços florestais e caminhos, bem como a interdição de queimadas e do uso de maquinaria agrícola em espaços rurais. Para os habitantes e visitantes da região, isto traduz-se em medidas concretas de prevenção que devem ser respeitadas para reduzir o risco de incêndios e proteger a segurança pessoal.
| Item | Dado |
|---|---|
| Pessoas identificadas | 48 |
| Resgates realizados | 2 |
| Prazo do estado de alerta (prorrogado) | Até às 23:59 de quinta-feira |
As limitações aplicam-se igualmente aos distritos de Bragança, Guarda, Viseu, Castelo Branco, Beja, Santarém, Portalegre, Évora e Faro. As autoridades lembram que, em contexto de calor extremo, o comportamento humano — como a circulação em áreas florestais, o abandono de resíduos ou o uso de fogo — aumenta substancialmente a probabilidade de ignições e de eventos que exigem operações de socorro.
Para os moradores e visitantes da região, as recomendações práticas mantêm-se: evitar deslocações desnecessárias para espaços florestais, respeitar a sinalização e as ordens das equipas de fiscalização, e contactar as autoridades em caso de incêndio ou de situações de perigo. A cooperação dos cidadãos é considerada essencial para reduzir riscos e proteger meios de vida locais.
O desrespeito pelas proibições vigentes pode ser objeto de contraordenações e outras medidas administrativas, lembram as fontes oficiais, reforçando a necessidade de cumprimento das regras até que as condições meteorológicas voltem a normalizar-se.