Plano de crescimento quer fixar ensino superior público no Ribatejo
O Instituto Politécnico de Santarém (IPSantarém) apresentou um conjunto de medidas e resultados recentes que servem de suporte à ambição de transformar a instituição na Universidade Politécnica do Ribatejo. A aposta assenta tanto no alargamento da oferta formativa como em investimentos em infraestruturas e na mobilidade internacional.
Com um historial de 47 anos de atividade, o politécnico organiza-se em cinco escolas — Educação, Saúde, Desporto, Agrária e Gestão e Tecnologia — e afirma uma taxa de empregabilidade superior a 98%, segundo a instituição. É também referida como uma das três instituições politécnicas do país com maior produção em investigação.
"Com os onze municípios da Lezíria do Tejo, preparamos a transformação do IPSantarém em Universidade Politécnica do Ribatejo"
A estratégia recente incluiu obras e equipamentos. No Complexo Andaluz foram inaugurados um novo auditório, o Andaluz Living Lab e uma residência de estudantes. A direção do politécnico indica ainda a expansão da capacidade de alojamento para cerca de 700 camas, distribuídas entre Santarém e Rio Maior, para responder à procura crescente.
- Novos cursos: licenciatura em Fisioterapia, Curso Técnico Superior Profissional (TeSP) em Ambiente e Turismo de Natureza e um Doutoramento em Ciências do Desporto;
- Ofertas consolidadas: destaque para a área de Enfermagem Veterinária, já com forte procura;
- Internacionalização: participação numa aliança com nove universidades europeias, que potencia mobilidade e intercâmbio para o campus.
Os responsáveis sublinham que a transformação em universidade politécnica visa responder a uma lacuna regional: o Oeste e o Vale do Tejo são apontados como a única área do país sem uma universidade pública. A proposta pretende garantir maior oferta de ensino superior público e promover a afirmação do Ribatejo no contexto nacional e europeu.
Para os estudantes e famílias da região, as medidas traduzem-se em mais opções de curso, melhores condições de alojamento e oportunidades de mobilidade internacional. No plano económico e social regional, a criação de uma universidade politécnica é apresentada como um vetor para atrair talento, apoiar investigação aplicada e fomentar inovação ao serviço das necessidades locais.
Os passos já dados — novos equipamentos, incremento de vagas residenciais e ampliação da oferta formativa — constituem argumentos que a direção usa para justificar o projeto de mudança estatutária e institucional. A intenção é que, no próximo ciclo de candidaturas ao ensino superior, Santarém se posicione como uma opção com mais capacidade, oferta e visibilidade.
Do ponto de vista prático, a ampliação de camas e a oferta de novos cursos deverão facilitar o acesso de candidatos da região e reduzir barreiras logísticas. O reforço das parcerias europeias é também um elemento-chave para quem procura experiências de mobilidade e formação com reconhecimento internacional.
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Anos de atividade | 47 |
| Escolas | 5 (Educação, Saúde, Desporto, Agrária, Gestão e Tecnologia) |
| Taxa de empregabilidade | Superior a 98% |
| Capacidade de alojamento prevista | Cerca de 700 camas (Santarém e Rio Maior) |
| Aliança europeia | 9 universidades |
O processo de transformação para universidade politécnica implica articulação com os onze municípios da Lezíria do Tejo e um projecto de governação académica que, segundo a instituição, deverá colocar ensino, ciência e inovação "ao serviço de um território que cresce". A proposta é apresentada como uma aposta de longo prazo na centralidade do Ribatejo no mapa do ensino superior português.
Para já, os efeitos mais imediatos já são visíveis: maiores recursos de acolhimento, novas áreas de formação e uma rede europeia de parcerias que valorizam o percurso académico local. Resta acompanhar os trâmites administrativos e políticos que conduzirão, se aprovados, à alteração estatutária e à consolidação do novo estatuto institucional.