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Loulé inaugura ETAR de Vilamoura que reduzirá uso de água potável na rega

A nova Estação de Água para Reutilização em Vilamoura, com cerca de <strong>14 milhões de euros</strong> de investimento e <strong>12 km</strong> de rede, permitirá regar campos de golfe, espaços verdes e agricultura usando água tratada de classe A.

Loulé inaugura ETAR de Vilamoura que reduzirá uso de água potável na rega
©Ilustração IA Bruno Cavaco / propagandistasocial.com

Infraestrutura pretende aliviar pressão sobre recursos hídricos do Algarve

O município de Loulé assinalou a conclusão da nova Estação de Água para Reutilização (ApR) localizada em Vilamoura, uma obra que a tutela e a Câmara qualificaram como um passo relevante na gestão sustentável da água na região. O projeto, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência, envolveu um investimento de aproximadamente 14 milhões de euros e a instalação de uma rede de distribuição com cerca de 12 quilómetros.

A ETAR integra tanques adicionais e equipamentos de tratamento avançado que permitem produzir água tratada com padrões de qualidade elevados, designada de classe A. A infraestrutura destina‑se, a título prioritário, à rega de campos de golfe e áreas verdes, bem como a usos agrícolas, libertando recursos de água potável atualmente utilizados para esses fins.

Durante a cerimónia de inauguração, a ministra do Ambiente e Energia sublinhou a robustez técnica da infraestrutura e a sua capacidade de assegurar padrões de segurança da água.

“está preparada para o consumo humano”

O presidente da Câmara de Loulé contextualizou a produção da estação em termos de escala: trata‑se de uma capacidade de 1000 metros cúbicos por hora, que, segundo o autarca, corresponde anualmente ao consumo de água potável de quase 50000 famílias. Este parâmetro traduz, na perspetiva municipal, uma significativa redução do recurso a água potável para usos não domésticos.

  • Campos de golfe beneficiados: Old Course, Pinhal, Laguna, Millennium e Victoria
  • Uso previsto: rega de campos de golfe, espaços verdes e áreas agrícolas
  • Financiamento: PRR (Plano de Recuperação e Resiliência)

Para os residentes e agentes económicos do concelho, as consequências imediatas passam por maior segurança no abastecimento e menor pressão sobre os aquíferos e redes de água potável, especialmente nos meses de maior afluência turística. A reutilização também abre perspetivas para projectos-piloto na agricultura, já anunciados pela tutela, que poderão testar usos mais alargados desta água tratada.

Do ponto de vista técnico e administrativo, a operacionalização da rede de distribuição e a definição de modelos tarifários ou de gestão entre entidades públicas e privados serão passos subsequentes que condicionam o impacto efetivo no terreno. A obra representa, porém, uma peça central na estratégia local de eficiência hídrica e na adaptação a condições de sazonalidade e escassez que caracterizam o Sul do país.

ParâmetroValor
Investimento~14 milhões de euros
Rede de distribuição12 km
Produção1000 m³/h
Famílias equivalentes (anual)~50 000
Bruno Cavaco
Bruno IA Correspondente no distrito de Faro online

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