Obra arrancará na segunda‑feira e será rápida, segundo autarquia
As praias do Forte Novo e do Trafal, no concelho de Loulé, vão ser alvo de uma empreitada de reposição de areias que começa na próxima segunda‑feira, anunciou a Câmara municipal. A intervenção, executada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), surge como complemento a uma ação de alimentação artificial de areias realizada pouco antes do arranque da época balnear.
De acordo com o município, a obra prevê um reforço de 600.000 metros cúbicos de sedimentos na zona do Forte Novo e do Trafal, o que corresponde a um incremento de 50% do volume já reposto na primeira intervenção. A autarquia justificou a segunda fase como uma resposta às perdas de areia verificadas entre o projeto e a execução da obra anterior, quando "o mar levou muito mais areia do que se estava à espera".
O presidente da Câmara de Loulé, Telmo Pinto, citado no comunicado, sublinhou que a operação terá curta duração:
"num curto espaço de tempo"
A opção por executar a empreitada em pleno mês de julho foi explicada pela disponibilidade da empresa responsável, que já se encontrava a trabalhar em Espanha, o que permitiu aproveitar a proximidade e deslocar meios ao Algarve com maior rapidez.
- Entidade executora: Agência Portuguesa do Ambiente
- Praias abrangidas: Forte Novo e Trafal
- Volume de reposição: 600.000 m³ (incremento de 50%)
- Início previsto: segunda‑feira
Segundo a Câmara, a empreitada implicará o "condicionamento temporário e faseado de pequenos troços de praia, devidamente sinalizado". Essa organização espacial dos trabalhos visa minimizar o incómodo para banhistas e operadores locais, mantendo áreas de praia acessíveis sempre que a segurança e a logística dos meios o permitam.
| Praia | Volume adicional (m³) | Percentual de aumento |
|---|---|---|
| Forte Novo | 600.000 (total para ambas) | +50% (no troço já reposto) |
| Trafal |
Para os moradores e agentes económicos do concelho, a intervenção representa uma medida de proteção costeira e uma tentativa de assegurar condições balneares estáveis durante a época alta. A falta de intervenção nos últimos anos no litoral do concelho foi apontada pela autarquia como um motivo para a necessidade desta segunda fase, tendo sido referido que existia um período superior a 10 anos em que não se tinham realizado intervenções deste tipo.
Resta saber como será gerida a comunicação e a sinalização no terreno, a configuração dos troços interditos temporariamente e os padrões de circulação de pessoas durante a obra. A Câmara afirma que a execução será célere, mas os utilizadores das praias devem permanecer atentos às indicações no local e às atualizações que a autarquia venha a disponibilizar.
Do ponto de vista ambiental e operacional, a escolha do momento — no pico do verão — foi condicionada pela oportunidade técnica e logística, aproveitando a presença da empresa em Espanha. A autarquia reforça ainda que a intervenção se insere numa estratégia mais ampla de alimentação artificial do litoral entre Quarteira e Garrão, já iniciada antes da época balnear.