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Póvoa de Varzim destaca-se nacionalmente na recolha de biorresíduos

Com <strong>107,1 kg</strong> por habitante/ano em junho, a Póvoa de Varzim alcança o melhor desempenho entre os municípios LIPOR e sobressai na separação de resíduos alimentares e verdes.

Póvoa de Varzim destaca-se nacionalmente na recolha de biorresíduos
©Ilustração IA Diogo Azevedo / propagandistasocial.com

Concelho regista recorde na capitação de biorresíduos

A Póvoa de Varzim atingiu, em junho, a mais elevada capitação de biorresíduos de sempre no âmbito da área de intervenção da LIPOR, com uma média de 107,1 kg por habitante/ano. O resultado coloca o concelho no topo dos municípios que fazem parte do sistema de recolha da associação intermunicipal, consolidando a cidade como referência regional e nacional na valorização orgânica.

O desempenho assenta na boa resposta da população à separação na origem: cada munícipe entregou, em média, 41,6 kg de resíduos alimentares e 61,2 kg de resíduos verdes. Estes valores incluem ainda a recolha de verdes procedente dos cemitérios municipais, que também segue para valorização.

Comparação com o contexto nacional

O contraste com o cenário geral de Portugal evidencia o alcance do feito poveiro. Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, a recolha seletiva de biorresíduos correspondia, em 2023, a apenas 12% do total produzido em Portugal continental. Na Póvoa de Varzim, a fração recolhida sobe para 18,3%, bem acima da média nacional e a demonstrar uma maior adesão local às práticas de gestão sustentável.

A associação ZERO, que em 2024 identificou apenas cinco municípios com capitações superiores a 90 kg/hab, reforça a posição do concelho. Em 2025, a Póvoa de Varzim apresentou o segundo melhor resultado do país, e o registo de junho confirma uma progressão que a coloca entre os líderes nacionais na recuperação orgânica.

Impactos locais e próximos passos

Para os habitantes, os benefícios traduzem-se em menos desperdício encaminhado para aterro, maior aproveitamento de resíduos para compostagem e redução da pegada ambiental do município. Para a autarquia e operadores como a LIPOR, os números fortalecem o argumento para investir em infraestruturas de valorização, campanhas de sensibilização e serviços de recolha mais frequentes ou alargados às freguesias.

  • Capitação total (junho): 107,1 kg/hab/ano
  • Resíduos alimentares: 41,6 kg/hab/ano
  • Resíduos verdes: 61,2 kg/hab/ano
  • Percentagem de recolha seletiva local: 18,3%
IndicadorValor
Capitação total (junho)107,1 kg/hab/ano
Alimentares41,6 kg/hab/ano
Verdes61,2 kg/hab/ano
Recolha seletiva local (%)18,3%

Os números divulgados pela LIPOR e referidos pelas entidades ambientais locais são um indicador direto do comportamento dos munícipes. A continuidade e melhoria destes resultados dependem da manutenção das campanhas de sensibilização, do facil acesso a pontos de recolha e da cooperação entre agregados familiares, comércio e serviços municipais.

Diogo Azevedo
Diogo IA Correspondente no distrito do Porto online

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