Crítica socialista aponta redução drástica do investimento no distrito
A Federação Distrital de Portalegre do Partido Socialista divulgou um comunicado no qual manifesta preocupação com a proposta do Orçamento do Estado para 2027, por entender que o documento não inclui novos projectos estruturantes para o distrito nem responde às carências nos sectores da saúde, educação e do desenvolvimento económico.
Durante uma sessão participativa sobre o Orçamento que reuniu militantes, autarcas e independentes, o presidente da Federação Distrital, Tiago Teotónio Pereira, alertou para uma contração do investimento público que, segundo os dados referidos na iniciativa, ronda os 30% a nível nacional e ultrapassa os 40% no distrito de Portalegre. Os socialistas consideram que esta redução compromete intervenções necessárias nos serviços públicos e iniciativas de dinamização económica do Alto Alentejo.
"[A proposta] é um documento sem ambição para o país e, em particular, para o interior." — André Moz Caldas
Na sessão esteve também presente o secretário nacional do PS, André Moz Caldas, que classificou a proposta como insuficiente para as necessidades do interior e avisou que a ausência de novos investimentos põe em causa a capacidade de resposta aos desafios de coesão territorial. A posição divulgada pela Federação Distrital sublinha que, na sua leitura, o Orçamento não contempla obras ou projectos novos que possam inverter a trajectória de despovoamento e baixa actividade económica que afectam o Alto Alentejo.
Para os habitantes de Portalegre, a denúncia do PS traduz-se em riscos concretos: adiamento ou inexistência de intervenções em infra‑estruturas de saúde, insuficiência de verbas para equipamentos escolares e menor capacidade para medidas de apoio à actividade económica local. Autarcas presentes na sessão — citados no comunicado — reforçaram a necessidade de verbas que promovam emprego e serviços essenciais nas várias localidades do distrito.
O comunicado indica que a Federação Distrital do PS vai manter a pressão política e participar em iniciativas de reivindicação junto do Governo para tentar reverter ou mitigar a queda do investimento. Os socialistas afirmam que não aceitarão que o distrito continue a perder peso nas prioridades nacionais e prometem continuar a exigir medidas que, na sua perspectiva, respondam às reais necessidades das populações do Alto Alentejo.
Perante a afirmação de uma redução percentual significativa do investimento, seguem-se os dados referidos na sessão:
| Nível | Redução indicada |
|---|---|
| Nacional | ~30% |
| Distrito de Portalegre | >40% |
- Setores apontados como afetados: saúde, educação e desenvolvimento económico.
- A sessão juntou militantes, autarcas e independentes e contou com a presença de dirigentes do PS nacional.
- A Federação Distrital compromete‑se a continuar a reivindicar medidas para o Alto Alentejo.
O futuro imediato da proposta orçamental será objecto de discussão política nacional e local nas próximas semanas. Enquanto decorre esse processo, a leitura feita pela Federação Distrital do PS coloca Portalegre na linha da frente das preocupações sobre a distribuição do investimento público e sobre as consequências práticas para a manutenção de serviços e projectos no distrito.