Obra visa valorizar património e melhorar a funcionalidade do Centro Histórico
A Câmara Municipal de Santarém anunciou o arranque da primeira fase da intervenção de requalificação da muralha histórica e dos espaços públicos que a contornam, nomeadamente na Rua Luís de Camões e na Travessa das Figueiras. O projecto tem um investimento superior a 2,7 milhões de euros e será executado em duas fases.
Segundo o comunicado municipal, a intervenção pretende não só recuperar o vestígio histórico, como também requalificar a envolvente imediata para tornar a zona mais funcional e acessível. Entre os objectivos apontados estão a criação de novos pontos de observação sobre o rio Tejo, a melhoria das acessibilidades pedonais e veiculares e o reforço da oferta de estacionamento.
"visa recuperar e valorizar um importante troço da muralha histórica da cidade"
O projecto integra‑se na estratégia de regeneração urbana definida pelo programa Centro Vivo 2025-2035, que reúne um conjunto de intervenções destinadas à reabilitação do Centro Histórico, do Alfange e da Ribeira. A autarquia diz esperar que estas obras contribuam para a preservação do património, aumentem a atratividade do centro e criem melhores condições para residentes, comerciantes, visitantes e potenciais investidores.
Para os habitantes de Santarém, a intervenção traduz‑se em mudanças concretas no espaço urbano:
- recuperação e consolidação do troço da muralha histórica;
- criação de miradouros e valorização da frente ribeirinha sobre o Tejo;
- melhoria das acessibilidades e aumento da oferta de estacionamento local.
Estas medidas procuram, em paralelo com outras ações do programa municipal, dinamizar a vivência urbana e a atividade económica no centro. A Câmara aponta ainda que o projeto está orientado para atrair população e investimento, bem como para facilitar a permanência e o funcionamento do comércio tradicional.
O arranque da primeira fase implica, no terreno, trabalhos de obra que poderão condicionar temporariamente a circulação e o estacionamento nas áreas envolventes. A autarquia não detalhou, no comunicado citado, o calendário completo das intervenções nem as datas previstas para a conclusão das duas fases, apenas tendo referido o enquadramento no programa de dez anos.
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Investimento | > 2,7 milhões € |
| Fases | 2 |
| Áreas principais | Rua Luís de Camões; Travessa das Figueiras |
| Programa | Centro Vivo 2025-2035 |
Os residentes, comerciantes e utentes do Centro Histórico devem acompanhar as comunicações municipais sobre condicionamentos e medidas temporárias. A concretização desta empreitada será relevante para o futuro uso público da frente ribeirinha e para a conservação de um dos elementos patrimoniais mais visíveis da cidade.