Autarquia anuncia possibilidade de financiamento para travar descargas sem tratamento
Em Tomar, a questão da poluição do rio Nabão voltou a marcar a agenda municipal depois de, em Assembleia Municipal, o presidente da Câmara, Tiago Carrão, ter afirmado haver «uma luz ao fundo do túnel» para mitigar «grande parte dos problemas» relacionados com a falta de capacidade das estações de tratamento. A intervenção centrada na atuação da empresa Tejo Ambiente aponta para uma solução que depende de apoio financeiro externo.
Segundo o autarca, as Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Seiça e do Alto Nabão apresentam insuficiência de capacidade para responder ao aumento do volume de água em dias de chuva, situação que tem resultado em descargas de resíduos nos troços naturais sem o devido tratamento. Para colmatar essas lacunas, foi indicada uma necessidade de investimento na ordem dos 27 milhões de euros.
«Há uma luz ao fundo do túnel», afirmou o presidente da Câmara, referindo a expectativa de financiamento para superar as insuficiências das ETAR.
O anúncio cria expectativa sobre a calendarização das obras e as fontes de financiamento. A menção à intervenção da Tejo Ambiente sugere que a solução passará por um reforço estrutural e tecnológico das estações, mas também por uma componente de financiamento externo cuja concretização condicionará prazos e âmbito das intervenções.
- ETAR de Seiça — insuficiente em episódios de chuva intensa;
- ETAR do Alto Nabão — igualmente incapaz de tratar todo o caudal em períodos críticos;
- Investimento estimado — cerca de 27 milhões de euros segundo a autarquia.
Para os habitantes de Tomar, as consequências práticas são claras: a implementação das obras reduzirá a descarga de efluentes sem tratamento, melhorando a qualidade da água do Nabão e mitigando riscos ambientais e de saúde associados. Paralelamente, a promessa de financiamento levanta questões imediatas sobre prazos, fases de intervenção, impacto durante as obras e medidas provisórias para proteger os troços mais afetados.
Perante esta perspetiva, a ação local exigirá acompanhamento rigoroso das candidaturas a fundos e da gestão do projeto, bem como uma comunicação transparente sobre calendários e procedimentos. A resolução das insuficiências das ETAR é, segundo a autarquia, um passo essencial para assegurar que o rio Nabão recupere de forma sustentável, mas depende da confirmação do financiamento e da execução técnica das obras previstas.
| ETAR | Problema apontado |
|---|---|
| Seiça | Capacidade insuficiente em dias de chuva |
| Alto Nabão | Não absorve todo o aumento de caudal em períodos críticos |