Festival abre com homenagem ao patrono e programação alargada
A cidade de Santarém recebe até 6 de setembro a 65.ª edição do Festival Internacional de Folclore Celestino Graça — a Festa das Artes e das Tradições Populares do Mundo —, cuja organização volta a estar a cargo do Grupo Académico de Danças Ribatejanas. A iniciativa tem como epicentro a Casa do Campino, onde se realizam as Galas Internacionais e outras sessões com bilhete pago.
Esta edição reúne aproximadamente 500 bailadores, músicos e solistas integrados em grupos nacionais e estrangeiros. Ao lado dos ranchos portugueses, participam coletivos do Brasil, Costa Rica, Grécia, Itália e Lituânia, que se apresentam em diversos espetáculos ao longo da programação.
Atividades paralelas e participação comunitária
Para além das atuações, o festival apresenta uma vasta oferta cultural e pedagógica destinada a públicos variados. Entre as iniciativas destacam-se a Gala do Fado no Ribatejo, a homenagem ao patrono e fundador, um colóquio sobre os países participantes, e mostras dedicadas à tradição local, como o Festival do Petisco Ribatejano e a Mostra de Instrumentos Musicais Tradicionais.
A organização mobiliza cerca de meia centena de voluntários que apoiam logística, transporte, serviço de mesas, ateliês, desfile e animação de rua, evidenciando o envolvimento comunitário na realização do certame.
- Epicentro: Casa do Campino (Santarém)
- Datas: até 6 de setembro
- Participantes: cerca de 500 intérpretes
- Países convidados: Brasil, Costa Rica, Grécia, Itália, Lituânia
- Sessões descentralizadas: Abrantes e Almeirim
O programa inclui também exposições e eventos de rua, como a «Ribatejo em Pessoa – Identidade e Memória», a Mostra de Fandangos Ribatejanos e uma Gala Solidária, que expandem o alcance do festival para além dos espetáculos de palco.
| Elemento | Descrição |
|---|---|
| Organização | Grupo Académico de Danças Ribatejanas |
| Voluntariado | ~50 pessoas |
| Atividades principais | Gala Internacional, colóquio, exposições, festival de petiscos, jogos tradicionais |
Algumas sessões do festival serão levadas ao concelho de Abrantes e ao concelho de Almeirim, reforçando a componente regional do evento e permitindo a participação de públicos fora do núcleo urbano de Santarém.
Para os residentes e visitantes, o festival representa não só uma oportunidade de consumo cultural, como também um estímulo à economia local — especialmente restauração e comércio — e à promoção do património imaterial do Ribatejo. A presença de grupos estrangeiros contribui para a projeção internacional do território e para o intercâmbio de práticas e saberes tradicionais.
Os bilhetes para as sessões na Casa do Campino são pagos, pelo que se recomenda aos interessados confirmar horários e pontos de venda junto da organização. A componente de rua e algumas atividades paralelas mantêm acesso livre, favorecendo a fruição ampla da programação.
O festival, que mantém a memória do seu patrono e fundador, segue como uma das mais duradouras iniciativas culturais do distrito, reafirmando a centralidade das tradições populares na identidade local.