Pedido de esclarecimentos e pressão cidadã
Moradores de várias localidades do concelho de Torres Novas voltaram a exigir respostas formais da Câmara sobre a necessidade de avançar com a instalação de uma rede de saneamento destinada às populações locais. A reivindicação, concentrada em zonas como Caveira, Bonflorido e Vale Carvão, foi novamente apresentada por André Castro, representante de um conjunto de residentes.
A questão já havia sido submetida ao debate público em abril, quando os munícipes entregaram uma petição com cerca de 300 assinaturas na Assembleia Municipal. Os moradores sublinham que a solução pretendida não é apenas uma melhoria de infraestruturas, mas um serviço básico e imprescindível para a segurança sanitária local.
«Essencial à saúde pública»
Para além do pedido de implantação da rede, os residentes solicitaram esclarecimentos sobre o processo em curso e pretendem que seja atribuído um número de limpeza de fossas sépticas que equipare quem não tem acesso à rede pública aos utilizadores da mesma. A medida é vista como uma solução paliativa até que o abastecimento por coletor seja implementado.
O presidente da Câmara de Torres Novas, José Trincão Marques, comprometeu-se a fornecer todas as informações solicitadas e a esclarecer as prioridades da concessionária Águas do Ribatejo no concelho. O autarca admitiu ainda que a situação causa preocupação e que o dossier se soma a outros processos locais igualmente complexos.
- Localidades mais mencionadas: Caveira, Bonflorido, Vale Carvão.
- Petição entregue na Assembleia Municipal com aproximadamente 300 assinaturas.
- Pedido adicional: atribuição de número de limpeza de fossas sépticas equivalente aos utilizadores da rede.
| Elemento | Dados |
|---|---|
| Localidades em foco | Caveira, Bonflorido, Vale Carvão |
| Assinaturas na petição | ~300 |
| Entidade mencionada | Águas do Ribatejo |
Para os habitantes destas freguesias, a falta de uma rede de saneamento representa um risco direto para a qualidade de vida e para a saúde pública, além de traduzir desigualdades no acesso a serviços essenciais dentro do concelho. A expectativa é que a Câmara e a concessionária clarifiquem os prazos e as prioridades, definindo soluções concretas — quer se trate de calendarização de obras, quer de medidas transitórias como a equiparação no acesso à limpeza de fossas.
Nos próximos dias espera-se a divulgação das informações prometidas pelo executivo municipal, que poderão apontar para um caminho de intervenção ou para a identificação de constrangimentos técnicos e financeiras que expliquem a situação. Até lá, os residentes mantêm a pressão institucional e comunitária em busca de respostas e de um desfecho que garanta o acesso a um serviço básico e necessário.