A urgência de Ginecologia/Obstetrícia do Hospital de Santarém vai interromper o funcionamento durante um período indeterminado que começa à meia‑noite de domingo, 19 de julho, e prolonga‑se pelo menos até às 23h59 de quarta‑feira, 22 de julho. A decisão foi anunciada através do portal das urgências do SNS e está relacionada com a falta de médicos suficientes para cobrir as escalas.
Como se vai assegurar a resposta às grávidas
Antes do encerramento total, a unidade vai limitar o atendimento: em determinados períodos, só serão recebidas na urgência as grávidas que sejam encaminhadas pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU/INEM). A Unidade Local de Saúde da Lezíria (ULS) informou que procura garantir a assistência complementando a resposta com hospitais vizinhos da região.
- Período anunciado: a partir de 19/07 até pelo menos 22/07;
- Atendimento condicionado: em determinados períodos, só grávidas referenciadas pelo INEM serão admitidas;
- Causa apontada: dificuldades na composição das escalas médicas, relacionadas com férias dos profissionais.
“Encontra empenhada no reforço dos recursos humanos médicos que permitam assegurar as escalas.”
A ULS da Lezíria admite que a planificação das escalas é mais complexa durante o período de férias e que o objetivo é manter, sempre que possível, pelo menos uma unidade com capacidade de resposta numa das áreas vizinhas (Lezíria, Médio Tejo ou Oeste). A instituição não especificou, porém, a duração total do encerramento para além do horizonte de sete dias divulgado no portal do SNS.
Consequências práticas para a população local
O corte no funcionamento deste serviço em pleno mês de julho aumenta a pressão sobre outros centros hospitalares da região e altera a forma como as grávidas procuram assistência. Para os utentes significa:
- maior necessidade de contacto prévio com o INEM para obter encaminhamento em situações de urgência obstétrica;
- potenciais deslocações mais longas até unidades alternativas com capacidade de resposta;
- eventual aumento dos tempos de espera em hospitais vizinhos que assumam o acolhimento.
As autoridades locais justificam a medida com a indisponibilidade de médicos suficiente para garantir escalas seguras, sobretudo numa altura em que a rotação de férias reduz temporariamente o quadro clínico disponível. A ULS garante empenho no reforço de recursos humanos, sem, contudo, apresentar um calendário detalhado de reposição dos serviços.
| Evento | Detalhe |
|---|---|
| Início do encerramento | Meia‑noite de 19 de julho |
| Período confirmado no portal do SNS | Até 23h59 de 22 de julho |
| Atendimento condicionado | Grávidas encaminhadas pelo CODU/INEM em determinados períodos |
Para além do impacto imediato em Santarém, a situação integra um quadro mais alargado de constrangimentos nas urgências de Ginecologia/Obstetrícia em várias regiões do país, onde também se registam limitações na operação devido às escalas médicas. Os utentes são aconselhados a contactar antecipadamente o CODU/INEM em caso de emergência obstétrica e a seguir as instruções dos serviços de saúde relativamente a locais alternativos de atendimento.
As autoridades sanitárias locais afirmam que estão a trabalhar na reorganização das escalas e no recrutamento temporário ou reforço de recursos para minimizar interrupções futuras, porém não divulgaram datas concretas para o restabelecimento pleno do serviço.